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Desmatamento

O problema do desmatamento pode causar interferências negativas sobre o clima, os recursos hídricos, os solos e, principalmente, sobre os seres vivos.


                                  O desmatamento é um processo de elevado impacto ambiental 

                                               O desmatamento é um processo de elevado impacto ambiental



O desmatamento consiste no processo contínuo de remoção da vegetação superficial de uma determinada área, sendo, por vezes, chamado de desflorestamento. Uma retirada aleatória e esporádica de uma árvore no meio de uma vasta floresta não pode ser considerada desmatamento, pois, nesse caso, a floresta continua existindo e mantém-se em equilíbrio. O grande problema é quando uma área considerável é removida.

Considera-se, atualmente, o desmatamento como um dos principais impactos ambientais gerados pelas atividades humanas, pois interfere no equilíbrio natural da natureza, trazendo impactos para a atmosfera, biosfera, litosfera e hidrosfera. Remover a vegetação, mais do que simplesmente derrubar árvores, é diminuir ou extinguir o habitat de diferentes espécies, desproteger o solo e também gerar impactos sobre os cursos d'água.

Apesar de boa parte dos países já ter passado por avançados processos de desflorestamento, o problema continua expandindo-se em todo o mundo. Dados da ONU revelam que a perda de áreas florestais do mundo por ano passou de 4,1 milhões de hectares em 1991 para 6,4 milhões em 2005. O Brasil, embora tenha conseguido diminuir o seu nível de desmatamento nos últimos tempos, ainda é um dos líderes mundiais, com milhares de quilômetros de áreas verdes perdidas a cada ano.

Dentre as consequências do desmatamento, podemos citar:

a) a exposição do solo aos agentes intempéricos, o que eleva os casos de erosão e, em regiões de clima árido e semiárido, até a intensificação do processo de desertificação;

Com o desmatamento, determinadas localidades podem desertificar-se

Com o desmatamento, determinadas localidades podem desertificar-se


b) extinção de espécies, sobretudo as chamadas endêmicas, que se restringem a uma área espacialmente limitada. Para essas espécies, as florestas são habitat e fonte de alimento, de forma que a sua retirada descontrolada pode gerar um grande prejuízo ambiental.
A extinção de muitas espécies está relacionada com o desmatamento

A extinção de muitas espécies está relacionada com o desmatamento


c) alteração ou até extinção de cursos d'água, que dependem das florestas para o controle do assoreamento de seus leitos e também para a manutenção de suas margens, evitando ou diminuindo os casos de erosão fluvial. Sem as florestas, muitas nascentes deixam de existir e muitos rios ficam comprometidos.

A ausência das florestas pode intensificar a erosão da margem dos rios

A ausência das florestas pode intensificar a erosão da margem dos rios


d) problemas climáticos, haja vista que muitas florestas emitem uma grande quantidade de umidade para a atmosfera, de forma que a sua retirada acarreta menores quantidades de chuva e interferência nas médias de temperatura em várias outras regiões que costumam receber essa umidade. Há indícios de que o aumento do desmatamento seja um dos principais fatores responsáveis pelo Aquecimento Global.

Por esse motivo, é importante intensificar as políticas de combate e controle do desmatamento, criminalizando mais enfaticamente o processo de retirada ilegal de madeira, ampliando a fiscalização e melhorando os sistemas de vigilância. Além disso, o reaproveitamento de produtos feitos de madeira ou a substituição dessa matéria-prima por outros tipos, reduzindo o consumo, também são formas de solucionar esse problema.

Fonte: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/desmatamento.htm





Animais com risco de extinção

Resultado de imagem para animais em extinção no brasil

Mesmo considerado o país mais rico em biodiversidade, o Brasil contém animais presentes nas regiões brasileiras que estão em extinção e podem desaparecer completamente em poucas décadas.

Existem mais de mil espécies em risco de extinção, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
As causas para os desaparecimentos das espécies são por tráfico de animais, queimadas, desmatamento, construção de hidrelétricas, poluição e caça predatória, que afetam diretamente seu habitat, reduzindo suas chances de sobrevivência.
Segundo estudos, o Brasil lidera o ranking com maior número de espécies de aves em extinção, com a Indonésia em segundo lugar.
Para classificar o nível do perigo de extinção dos animais, o ICMBio adotou o padrão utilizado pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).
Dessa forma, considera-se três grandes categorias compostas de outras subcategorias:

  • Extinto: extinto e extinto da natureza;
  • Ameaçada: vulnerável, em perigo e criticamente ameaçada;
  • Baixo risco: dependente de conservação, quase ameaçada, pouco preocupante.
Confira uma lista de espécies com possíveis extinções.

Araraju

Também conhecida como Guaruba, a ararajuba é uma ave verde e amarela, que vem sofrendo com o tráfico e o desmatamento. Sua espécie vive na Amazônia, mas pouco se sabe sobre seus hábitos, o que torna ainda mais difícil sua conservação.

Arara Azul

Espécie encontrada na Amazônia e Pantanal, dona de um azul sem igual. Ave cobiçada por caçadores, já que suas asas possuem grande valor no mercado internacional.
Atualmente, sofre com o tráfico de animais, caça ilegal e o desmatamento de seu habitat.

Ariranha

Conhecida como lobo do rio ou lontra gigante, a ariranha está sendo ameaçada de extinção devido a caça ilegal, poluição dos rios e pesca predatória, mas, principalmente, a contaminação por mercúrio, que são as maiores ameaças para a conservação da espécie. É encontrada no Pantanal e Amazônia.

Baleia-franco-do-sul

A baleia-franco-do-sul é encontrada no litoral brasileiro e é conhecida como baleia-franca-austral. Atualmente, sofre com a caça e pesca, bem como a poluição das águas.

Cervo-do-pantanal

É o maior cervídeo da América do Sul e é encontrado no Pantanal, mas também vive nos biomas da Amazônia e Cerrado. A construção das hidrelétricas, o desmatamento e a caça ilegal tem sido uma grande ameaça para essa espécie.

Gato-macarajá

O gato-maracajá é encontrado na Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Sua espécie sofreu durante décadas com a venda de sua pele. Hoje, o desmatamento é o maior problema para sua espécie.

Lobo-guará

Espécie considerada maior mamífero canídeo nativo da América do Sul, o lobo-guará é encontrado no Pantanal, Pampas e Cerrado. Enfrenta problemas devido ao desmatamento de seu habitat.

Macaco-aranha

Encontrado, principalmente, na Amazônia, o macaco-aranha sofre ameaças por destruição de seu habitat, caça ilegal e o tráfico de animais.

Mico-leão-dourado

O mico-leão-dourado habita na Mata Atlântica e sofre durante décadas com o desmatamento e o tráfico de animais, o que resultou na eliminação quase que total de sua espécie. Os poucos que restaram, encontram-se restritos aos remanescentes de florestas do estado do Rio de Janeiro.

Onça-Pintada

Considerada o maior felino das Américas, a onça-pintada é encontrada em quase todo o Brasil, com exceção do Pampa, no qual já está extinta.
Ela sofre com a destruição de seu habitat e sua pele possui grande valor de venda no mercado mundial.

Tamanduá-bandeira

Encontrados na Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, o tamanduá-bandeira vem sofrendo com as queimadas das regiões destinadas a plantações ou criação de gado e ao desmatamento.

Tartaruga-oliva

A tartaruga-oliva é altamente migratória, que desova, principalmente, entre o litoral sul de Alagoas e norte da Bahia. A espécie sofria com a coleta dos ovos, o que tem diminuído por conta de muitos projetos conservacionistas. Porém, ainda enfrenta problemas com caça ilegal, pesca acidental e poluição nas águas.
Fonte: https://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/animais-em-extincao-no-brasil/



Aborto

 Imagem de um Feto.

O que é o aborto?

Aborto é a interrupção da gravidez pela morte do feto ou embrião, junto com os anexos ovulares. Pode ser espontâneo ou provocado. O feto expulso com menos de 0,5 kg ou 20 semanas de gestação é considerado abortado.

Aborto espontâneo

O aborto espontâneo também pode ser chamado de aborto involuntário ou "falso parto". Calcula-se que 25% das gestações terminam em aborto espontâneo, sendo que 3/4 ocorrem nos três primeiros meses de gravidez. A causa do aborto espontâneo no primeiro trimestre, são distúrbios de origem genética.
Em cerca de 70% dos casos, esses embriões são portadores de anomalias cromossômicas incompatíveis com a vida, no qual o ovo primeiro morre e em seguida é expulso. Nos abortos do segundo trimestre, o ovo é expulso devido a causas externas a ele (incontinência do colo uterino, mal formação uterina, insuficiência de desenvolvimento uterino, fibroma, infecções do embrião e de seus anexos).

Aborto provocado

Aborto provocado é a interrupção deliberada da gravidez; pela extração do feto da cavidade uterina. Em função do período gestacional em que é realizado, emprega-se uma das quatro intervenções cirúrgicas seguintes:
  • A sucção ou aspiração;
  • A dilatação e curetagem;
  • A dilatação e expulsão;
  • Injeção de soluções salinas.
Estima-se que seja realizado anualmente no mundo mais de 40 milhões de abortos, a maioria em condições precárias, com sérios riscos para a saúde da mulher.
O método clássico de aborto é o por curetagem uterina e o método moderno por aspiração uterina (método de Karman) só utilizável sem anestesia para gestações de menos de oito semanas de amenorréia (seis semanas de gravidez). Depois desse prazo, até doze semanas de amenorréia, a aspiração deve ser realizada sob anestesia e com um aspirador elétrico.

Aborto no Brasil

No Brasil, o aborto voluntário será permitido quando necessário, para salvar a vida da gestante ou quando a gravidez for resultante de estupro. O aborto, fora esses casos, está sujeito a pena de detenção ou reclusão.
                                 Número de abortos por cada 1000 mulheres grávidas.

Fetos sentem dor durante o aborto

O aborto pode causar dor em fetos ainda pouco desenvolvidos, acreditam pesquisadores do Hospital Chelsea, em Londres. Segundo a responsável pela pesquisa, Vivette Glover, fetos podem ser capazes de sentir dor já a partir da décima-sétima semana de gestação. Por isso, diz ela, médicos britânicos estão estudando a possibilidade de anestesiar o feto durante intervenções para interrupção da gravidez.
O estudo contraria a versão da entidade que reúne obstetras e ginecologistas do Reino Unido, o Royal College of Obstretics and Gynacologists. Para a organização, só há dor depois de 26 semanas.

Mão de feto com 3 meses:
Mão de feto com 3 meses.

Feto com 14 semanas:
Feto com 14 semanas.

Anestesia no aborto

Para Vivette Glover, pesquisas sugerem que o desenvolvimento do sistema nervoso ocorre mais cedo do que se imaginava.
Existem evidências de que o sistema nervoso se desenvolve a partir de 20 semanas de gestação ou talvez até depois de 17 semanas. Já que há a possibilidade de dor, nós deveríamos dar ao feto o benefício da dúvida", diz ela, que conclui defendendo a utilização de anestesia. Ela pondera, porém, que a dor dos fetos é provavelmente menos intensa.
A teoria ganhou apoio de entidades contrárias a realização de abortos. "É mais uma prova de que a vida humana começa no momento da concepção", diz Kevin Male, da organização britânica Life.

Curiosidades

  • Na Alemanha nazista o aborto era proibido por que era dever da mulher fornecer filhos para o III Reich
  • Os gregos permitiam o aborto, mas os romanos o puniam com pena de morte.
  • O primeiro país a permitir aborto no prazo de 28 semanas foi a Inglaterra, tornando-se atração turística para feministas.

Países e o aborto

Veja abaixo, países que não permitem o aborto, exceto quando há risco para a vida da mãe (primeiro quadro), países que permitem o aborto, mas com restrições (segundo quadro) e países que permitem o aborto (terceiro quadro).
Países que não permitem o aborto, exceto quando há risco para a mãe.   Permite o aborto, mas com restrições.Países que permitem o aborto.

Veja o vídeo: O aborto dos outros



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