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Hidrogênio

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É hora de relembrar o essencial sobre um Elemento Químico da Tabela Periódica que é bastante estudado como futuro combustível limpo e fonte de energia: isso mesmo, com você, o Hidrogênio. Confira abaixo para gabaritar Química nas provas.

Os átomos de hidrogênio podem alcançar a estabilidade de três maneiras diferentes:
  1. Formando uma ligação covalente (um par de elétrons) com outros átomos;
  2. Perdendo um elétron para formar H+;
  3. Adquirindo elétrons e formando H-;    hidrogênio

Veja como o Hidrogênio foi descoberto:

  • O alquimista Theophrastus Bombastus von Hohenheim, conhecido como “Paracelsus”, na manipulação de metais e ácidos produziu um ar explosivo ao qual ele inocentemente ignorava que fosse um elemento químico.
  • Já em 1766, o químico Henry Cavendish identificou este gás como uma Sustância Química individual. Mas foi o francês Antoine Lavoisier que nomeou de Hidrogênio o elemento em 1783, e descobriu a também assim posteriormente a fórmula da água.
  • O Hidrogênio é o elemento químico mais abundante no universo. Porém, na crosta terrestre é relativamente difícil de encontrar esse gás (H2).

Veja a posição do hidrogênio na tabela periódica

hidrogênio (H) é o primeiro elemento da Tabela Periódica, e apresenta características únicas. A estrutura eletrônica do átomo de hidrogênio se assemelha com a dos metais alcalinos (Grupo 1 da Tabela Periódica), com a dos halogênios e com os elementos do Grupo 14.
No caso da estrutura semelhante com metais alcalinos é devido à tendência muito maior que hidrogênio apresenta de formar ligações covalentes.
Já os halogênios geralmente adquirem elétrons formando íons negativos X-. Não é comum o hidrogênio formar um íon negativo, embora ele forme hidretos iônicos M+H- com alguns metais altamente eletropositivos, justificando sua semelhança com a estrutura eletrônica dos halogênios.
Em alguns aspectos, a estrutura eletrônica do hidrogênio também se parece com as dos elementos do Grupo 14, pois ambos possuem o nível externo semi-preenchido.

É hora de recordar a Tabela Periódica

Você lembra-se da tabela periódica e como ela é dividida? Confira aqui a Tabela Periódica.


tabela periódica
Veja a classificação dos Elementos Químicos

O quanto de Hidrogênio temos no universo:

O hidrogênio é o elemento mais abundante do universo. Segundo avaliações, o universo é constituído por 92% de hidrogênio e 7% de hélio, de modo que todos os demais elementos juntos representam apenas 1%. Entretanto, a quantidade de H2 na atmosfera terrestre é muito pequena, pois o campo gravitacional da terra é pequeno demais para reter um elemento tão leve.
Apesar disso, um pouco de H2  é encontrado nos gases vulcânicos. Em contrapartida, o hidrogênio é o décimo elemento mais abundante da crosta terrestre (1520 ppm ou 0,152 % em peso). Também é encontrado em grandes quantidades nas águas dos oceanos.
Compostos contendo hidrogênio são muito abundantes, sobretudo a água, organismos vivo (carboidratos e proteínas), compostos orgânicos, combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), amônia e ácidos. De fato, o hidrogênio forma mais compostos que qualquer outro elemento.

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Os Isótopos de Hidrogênio

Isótopos são átomos de um mesmo elemento que possuem diferentes números de massa. A diferença nos números de massa decorre da quantidade diferente de nêutrons no núcleo. O hidrogênio encontrado na natureza é constituído por três isótopos: prótio 11H ou H, o deutério 21H ou D, e o trítio 31H ou T. Esses isótopos contem no núcleo 1 próton e zero, 1 ou 2 nêutrons, respectivamente. O prótio é o mais abundante.
Isótopos Hidrogênio
hidrogênio encontrado na natureza contém 99,986% do isótopo 11H, 0,014% do isótopo 21H e 7 x10-16 % do isótopo 31H,de modo que as propriedades do hidrogênio são essencialmente devido ao isótopo mais leve.
Esses isótopos apresentam a mesma configuração eletrônica e essencialmente as mesmas propriedades químicas. As únicas diferenças são encontradas nas velocidades de reação e nas constantes de equilíbrio.
Você já deve ter ouvido falar no Hidrogênio como combustível e fonte de energia, vamos saber mais um pouco? Vem com a gente!
O hidrogênio como combustível e fonte de energia está sendo pesquisado em vários países do mundo, constituindo uma terceira geração de combustíveis cuja entrada em operação comercial é prevista para o pós-2030.
hidrogênio apresenta algumas vantagens: traz benefícios ambientais (em sua combustão gera apenas vapor d’água como subproduto, e não compostos de carbono que causam emissões de gases de efeito estufa); e é um recurso ilimitado (que, combinado com o oxigênio, na forma de água, existe em grande quantidade).
Mas há algumas barreiras à expansão do uso do hidrogênio como combustível e fonte de energia: não se trata de um combustível primário (não é encontrado na natureza em estado puro, em quantidade significativa); há dificuldades em seu armazenamento para uso veicular (é um composto de baixíssima densidade, que ocupa muito volume, mas uma alternativa é o seu armazenamento na forma de hidretos, compostos instáveis que o liberam lentamente);
A produção de Hidrogênio a partir de recursos renováveis ainda não é economicamente competitiva; e as tecnologias para eliminação completa de carbono do ciclo produtivo ainda estão em desenvolvimento.As principais rotas hoje existentes para a produção do hidrogênio são reforma do gás natural ou de etanol; gaseificação de carvão ou biomassa; eletrólise da água; rotas fermentativas; e processos combinados, como energia solar associada à eletrólise.

O Hidrogênio como Fonte de Energia:

Assista mais um pouco sobre o Hidrogênio como fonte de energia por Matheus Prado e fique por dentro desse assunto. Fique ligado! Além de química isso é um assunto de atualidade, então fique por dentro!



Fonte: https://blogdoenem.com.br/quimica-hidrogenio/







As Partículas do átomo


        Até  aqui  estou  procurando  resumir,  em  uma  explicação  simples,  a  evolução  do  conhecimento  humano  sobre  o  ÁTOMO,  de  modo  que  possa  ser  compreendido  razoavelmente  por  qualquer  pessoa,  mesmo  sendo  leiga  no  assunto.  Peço  desculpas  as  pessoas  mais  eruditas  no  conhecimento  das  ciências,  se  caminho  passo  a  passo,  as  vezes  monotonamente,  e  outras  vezes  até  repetitivamente.   A  minha  intenção  não  é  exatamente  ministrar  um  curso  de  ATOMÍSTICA, pois  nem  sou  especializado  nesse  ramo  da  ciência,  no  qual, aliás,  sou  QUASI-LEIGO.  Desejo  apenas  situar  bem  o  leitor,  especialmente  o  leitor  também  leigo,  tendo  em  vista  a  melhor  compreensão  de  algumas  HIPÓTESES  sobre  a  estrutura  do  átomo,  hipóteses  estas  contendo  alguns  conceitos  que,  apesar  de  não  ser  eu  um  cientista,  desejo  formular,  sobre  a  estrutura  do  NÚCLEO  DO  ÁTOMO.
        Acredito  que  sejam  CONCEITOS  NOVOS,  os  quais  pretendo  abordar  mais  à  frente,  pois  acho  que  podem  ser  de  grande  importância,  especialmente  para  aquelas  pessoas  que  desejam  conhecer   alguma  coisa  sobre  a  CRIAÇÃO  DO  UNIVERSO.
        O  conhecimento  humano  sobre  a  ESTRUTURA  DO  ÁTOMO  desenvolveu-se  de  maneira  extraordinária  nas  primeiras  décadas  do  século  XX.  Os  cientistas  descobriram   e  comprovaram,  experimentalmente  e  através  de  formulações  matemáticas,  que  o  NÚCLEO  do  átomo  é  formado  de  dois  tipos  de  PARTÍCULAS  ELEMENTARES  básicas  estáveis:  os  PRÓTONS  e  os  NÊUTRONS,  que  juntamente  com  os  ELÉTRONS  (estes  giram  nas  regiões  orbitais  em  torno  do  núcleo)  constituem  basicamente  o  ÁTOMO.
        As  características  principais  (carga  elétrica  e  massa)  destas  PARTÍCULAS,  de  acôrdo  com  a  ciência,  são:
      • PRÓTON:  Possui  carga  elétrica  POSITIVA.  Sua  MASSA  aproximada  é  de  1,6726.E-27 Kg.
      • NÊUTRON:  É  eletricamente  neutro.  Sua  MASSA  aproximada  é  de  1,675.E-27 Kg.
      • ELÉTRON:  Possui  carga  elétrica  NEGATIVA,  de  igual  valor  absoluto  à  do  próton.  Sua  MASSA   aproximada   é   de   0,0009109.E-27 Kg.      (E-27  significa  10  elevado à  potência  -27).
        Comparando  os  valores  acima,  verifica-se  o  seguinte:
      • a  MASSA  do  NÊUTRON  é  apenas  ligeiramente  maior  que  a  do  PRÓTON;
      • a  MASSA  do  PRÓTON  é  cerca de  1.836  a  1.837  vezes  MAIOR  que  a  massa  do ELÉTRON;
      • a  MASSA  do  NÊUTRON  é  cerca de  1.838  a 1.839  vezes  MAIOR  que  a  massa  do  ELÉTRON.
        O  ÁTOMO  de  qualquer  ELEMENTO  contém  no  seu  núcleo  PRÓTONS  e  NÊUTRONS.  A  soma  da  quantidade  dos  prótons  e  nêutrons  do  núcleo  é  que  determina  a  MASSA  do  ÁTOMO.  A  quantidade  de  ELÉTRONS  orbitais  é  igual  à  quantidade  de  PRÓTONS  do  NÚCLEO  do  átomo.       No  ano  de  1932  foi  descoberta  uma  nova  partícula,  IDÊNTICA  ao  ELÉTRON,  porém  com  carga  elétrica  positiva:  o  PÓSITRON.  Alguns  anos  depois  outras  partículas  foram  descobertas,  dentre  elas  o  MÉSON,  com  massa  cerca  de  210  vezes  maior  do  que  a  massa  do  elétron,  podendo  ser  positivo  ou  negativo,  que  mais  tarde  foi  designado  por  méson  MU  ou  MÚON.
        Em  1947  foi  descoberto  outro  tipo  de  MÉSON,  um  pouco  mais pesado,  com  massa  cerca  de  320  vezes  maior  do  que  a  massa  do  elétron,  que  foi  chamado  méson  PI  ou  PÍON.   Estas  partículas  podem  se  formar  a  partir  de  outras  partículas,  por  radiações  atômicas,  e  são  TRANSITÓRIAS,  a  maioria  das  quais  só  existe  durante  um  tempo  inferior  a  cem  milionésimos  de  segundo.
        Existem  nêutrons  INSTÁVEIS  no  núcleo  de  alguns  átomos  radioativos;  e  esses  nêutrons,  quando  se  desintegram,  transformam-se  em  1 PRÓTON,  mais  1 ELÉTRON,  mais  1 NEUTRINO.  O  neutrino  é  uma  partícula  muito  leve,  mais  leve  do  que  o  elétron,  e  é  eletricamente  NEUTRO.  Sua  massa  é  menor  que  a  do  elétron;  é  quase  nula.      Em  1930  o  cientista  PAUL  A.  M.  DIRAC  predisse,  por  motivos  teóricos,  que  a  cada  tipo  de  PARTÍCULA  elementar  corresponde  uma  ANTIPARTÍCULA  (também  chamada  ANTIMATÉRIA),  com  a  mesma  massa,  porém  com  CARGA  ELÉTRICA  CONTRÁRIA,  e  outras  propriedades  inversas.   Cada  ANTIPARTÍCULA  é  como  que  uma  partícula  "INVERSA"  de  outra,  isto  é,  como  que  IMAGEM  de  outra  PARTÍCULA,  à  qual  corresponde.  Como  exemplo,  o  PÓSITRON,  descoberto  em  1932  pelo  físico  inglês  Sir  JAMES  CHADWICK,  é  ANTIPARTÍCULA  do  ELÉTRON;  ambos  têm  massas  iguais  e  cargas  elétricas  iguais  e  CONTRÁRIAS:  o  elétron  tem  carga  NEGATIVA  e  o  PÓSITRON  carga  POSITIVA.  Um  é  exatamente  o  "INVERSO"  do  outro.
        Em  1964  alguns  cientistas  SUGERIRAM  que  muitas  das  PARTÍCULAS  conhecidas  na  época,  podiam  ser  devidamente  explicadas  pela  combinação  de  apenas  3  PARTÍCULAS   fundamentais,  que  denominaram  QUARKS.  Atualmente,  estão  definidos  seis  tipos  de  QUARKS:
      • UP,  DOWN,  CHARM,   STRANGE,  TOP  e  BOTTOM.
        Os  QUARKS  mais  leves  são  os  UP  e  DOWN,  aos  quais  atribuiram  CARGAS  elétricas de  + 2/3  e  - 1/3  da  carga  de  1 PRÓTON,  respectivamente.  São  estáveis,  e  segundo  os  cientistas  formam  os  PRÓTONS  e  os  NÊUTRONS  (constituintes  dos  núcleos  dos  átomos),  da  seguinte  forma:
      • 1 PRÓTON  é  formado  por  2 UP + 1 DOWN;
      • 1 NÊUTRON  é  formado  por  2  DOWN + 1 UP.
        Segundo  a  ciência  estes  DOIS  TIPOS  de  quarks,  juntamente  com  os  ELÉTRONS,  formam  os  átomos  de  todos  os  elementos  simples  da  TABELA  PERIÓDICA.   No  entanto,  tais  quarks  (UP  e  DOWN),  bem  como  suas  cargas,  não  podem  ser  isolados.  Sua  existência  é  apenas  TEÓRICA,  não  representa  uma  realidade  comprovada  experimentalmente;  não  se  sabe  o  que  seja  a  MASSA  de  um  QUARK.      Quanto  aos  demais  QUARKS,  diz  a  ciência  que  foram  abundantes  nos  primeiros  momentos  após  o  "BIG  BANG",  mas  agora  são  produzidos  apenas  em  LABORATÓRIOS.
        As  PARTÍCULAS  elementares  estão  sujeitas  a  FORÇAS  de  INTERAÇÃO  no  interior  do  ÁTOMO.  Algumas  partículas  transitórias,  que  são  INSTÁVEIS,  podem  ser  continuamente  criadas  e  aniquiladas,  por  causa  das  FORÇAS  DE  INTERAÇÃO.
        As  FORÇAS  DE  INTERAÇÃO  podem  ser  de  quatro  tipos:
      •  interação    nuclear    FORTE;
      •  interação    nuclear   FRACA;
      • interação  ELETROMAGNÉTICA;
      •  interação    GRAVITACIONAL.
        Os  PRÓTONS  existentes  no  NÚCLEO  de  um  átomo,  mesmo  tendo  todos  eles  cargas  elétricas  IGUAIS,  do  mesmo  tipo,  isto  é,  POSITIVA,   e  embora  aglomerados   não  se  afastam  entre  si  por  repulsão,  como  poderia  parecer  a  princípio.  Se  assim  acontecesse,  o  núcleo  do  átomo   não  seria  coeso,  ao  contrário,  deveria  se  DESMANCHAR.  Porém,  não  se  desmancha.   As  cargas  POSITIVAS  dos   prótons  são  EQUILIBRADAS  (neutralizadas)  pelas  cargas  NEGATIVAS  dos  elétrons  orbitais.  Além  disso  os  PRÓTONS,  juntamente  com  os  NÊUTRONS,  são  mantidos  UNIDOS  entre  si,  no  núcleo,  pela  FORÇA  FORTE  de  interação,  uma  força  nuclear  poderosa.
        Aliás,  sempre  me  intrigou  o  fato  de  que  os  PRÓTONS,  que  são  partículas  com  carga  POSITIVA,  não  se  separam  uns  dos  outros  quando  aglomerados  no  núcleo  do  átomo.  E  admirava-me  também  o  fato  de  que  os  NÊUTRONS  existentes  no  núcleo,  sendo  partículas  NEUTRAS,  eletricamente  equilibradas,  não  DESPENCAM  do  núcleo.  Para  explicar  tal  fenômeno  os  cientistas  imaginaram  uma  partícula  HIPOTÉTICA,  que  chamaram  de  GLÚON,   portador hipotético  que  transmite  a   FORÇA  FORTE  nuclear,  que  produz   a   ATRAÇÃO   entre   os  PRÓTONS  entre  si  e  os  NÊUTRONS,  mantendo-os  fortemente  unidos  (como  que  em  um efeito  COLA),  formando  a  UNIDADE  do núcleo.   É  sempre  bom  repetir  que  apesar  da  grande  quantidade  de  partículas  conhecidas,  as  PARTÍCULAS  ATÔMICAS   elementares  BÁSICAS  e  ESTÁVEIS  são  os  PRÓTONS,  NÊUTRONS  e  ELÉTRONS.





Radicais Livres








"O Oxigênio, tão necessário para a vida humana, vira agente do mal e estraga as nossas células. A respiração pode formar radicais livres, destruidores de células de que o corpo precisa."



Introdução - Respiração Celular

A atividade celular requer energia. Esta energia provém de certos alimentos que a célula obtém, como é o caso dos açúcares. A "queima" celular de açúcares em presença de oxigênio é chamada de respiração celular aeróbia. Este processo é realizado pela maioria dos seres vivos, animais ou vegetais, e fornece à célula a energia necessária às suas atividades. Esta energia é proveniente da "desmontagem" da glicose, que pode ser, simplificadamente, resumida na quebra gradativa das ligações entre carbonos, saindo o CO2; e remoção dos hidrogênios da glicose, em vários momentos do processo; e por fim sua oxidação na cadeia respiratória, com liberação de energia. Nessa cadeia respiratória, 98% do O2 é reduzido a água. Às vezes porém, a mitocôndria deixa escapar um elétron solitário, que é logo roubado pelo oxigênio (os 2% restantes de oxigênio). Com um elétron a mais, o oxigênio escapa - ele agora é o radical superóxido (O2 com um elétron extra). Mas logo encontra uma enzima protetora, a superóxido dismutase, que lhe doa um de seus elétrons. Com dois elétrons a mais reagindo com o hidrogênio, a molécula se transforma na inofensiva água oxigenada, que normalmente vira água ao encontrar certas enzimas (Catalase peroxidase) e vitaminas do complexo B.



Definição - Quem são os Radicais Livres


Denomina-se radical livre toda molécula que possui um elétron ímpar em sua órbita externa, fora de seu nível orbital, gravitando em sentido oposto aos outros elétrons. Este elétron livre favorece a recepção de outras moléculas, o que torna os radicais livres extremamente reativos, inclusive com moléculas orgânicas. Os radicais livres têm vida média de milésimos de segundo, mas eventualmente podem tornar-se estáveis, produzindo reações biológicas lesivas. O Oxigênio molecular (O2) é um birradical de 16 elétrons que, embora apresentem um elétron não-emparelhado na última camada de cada átomo, é estável porque este elétron gravita na mesma direção, impedindo o O2 de agir como radical livre. Esta condição lhe confere características de potente oxidante, ou seja, receptor de elétrons de outras moléculas. Se ocorrer a entrada de energia, os elétrons não emparelhados tomam direções opostas, formando então uma molécula extremamente reativa chamada de radical livre de oxigênio (superóxido, peróxido de hidrogênio). A água oxigenada (peróxido de hidrogênio) diferentemente dos outros radicais, tem um número par de elétrons, podendo "navegar" por células e, assim, aumentando o risco de "trombar" com um átomo de Ferro. Ao se combinar com o Ferro, a água oxigenada ganha mais um elétron, formando o terceiro e mais terrível dos radicais: a hidroxila, que reage instantaneamente com moléculas da célula.



Mas são bonzinhos - Funções normais dos radicais livres

Os radicais livres, por atacarem as moléculas, podem ser úteis a alguns organismos. Quando algo estranho consegue entrar no organismo - por exemplo, um vírus, uma bactéria ou uma partícula de pó -, logo soa um alarme químico para as células do sistema imunológico. Os primeiros a chegar ao local são os neutrófilos, capazes literalmente de fazer picadinho do invasor; em seguida, vêm os macrófagos, que engolem e trituram o agente estranho. Essa estratégia de defesa só é possível porque o organismo aprendeu a aproveitar o potencial destruidor dos radicais livres. O macrófago, por exemplo, envolve uma bactéria para bombardeá-la com superóxidos por todos os lados; os neutrófilos também liberam grandes doses desses radicais através de suas membranas, para arrasar o invasor.



Os vilões atacam - Reações prejudiciais dos radicais livres

Os radicais são capazes de reagir com o chamado lipídio de baixa densidade, ou o mau colesterol, que circula no sangue. Essa gordura alterada pelo oxigênio chama a atenção das células imunológicas, os macrófagos, que fazem um serviço de limpeza no organismo, engolindo uma molécula de colesterol atrás da outra. Essas células, contudo, são convocadas para recuperar eventuais machucados na parede dos vasos e, chegando ali, muitas vezes estouram, de tão gorduchas, espalhando o conteúdo oxidado pela lesão. Isso atrai mais macrófagos para o lugar, criando aos poucos um monte de colesterol depositado, que pode impedir o livre trânsito do sangue (aterosclerose). As membranas celulares são constituídas, principalmente, de lipoproteínas. Estes lipídios da membrana celular, após sucessivos ataques de radicais livres, se enrijecem, surgindo "trincas" na membrana celular. Desse modo, a célula perde o controle da entrada de substâncias tóxicas e da saída de substâncias que necessita. A célula acaba morrendo. Este processo pode explicar o envelhecimento, afinal, quanto mais idade uma pessoa tem, mais radicais livres são encontrados em seu organismo. Em casos de hipoxia, a célula também morre. Em casos de hipoxia temporária, as organelas celulares continuam trabalhando e depositando seus resíduos no citoplasma. Na volta do oxigênio à célula, os resíduos reagem com esse oxigênio, formando radicais livres em excesso e estes, acelerando a morte celular. A doença de Alzheimer, que causa degeneração das células do cérebro (neurônios), gerando demência, pode ter grande contribuição dos radicais livres. Nos cérebros afetados por esta doença são formadas placas, porém ninguém sabia explicar como essas placas provocavam a degeneração e morte dos neurônios. Agora os cientistas descobriram que o principal componente das placas - a proteína beta-amilóide - é capaz de se fragmentar espontaneamente. Os organismos, cautelosos, guardam microscópicos grãos do metal Ferro em algumas proteínas, esses metais só serão liberados em casos especiais. Observa-se, no entanto, que a proteína libera os grãos de Ferro quando se fragmentam. Quando as proteínas beta-amilóides são fragmentadas liberam grãos de Ferro, que ao se encontrarem com água oxigenada formam os radicais livres (hidroxilas). Assim, os radicais produzidos pelas placas podem "corroer" (oxidar) os neurônios e matá-los. A água oxigenada pode encontrar, dentro do núcleo celular, a molécula de Ferro presente nos cromossomos formando mais radicais livres. Estes radicais podem atacar o material genético humano, modificando os sítios das bases nitrogenadas do DNA, fazendo com que a produção de proteínas seja modificada ou interrompida em certos pontos dos cromossomos. Sem os dados perdidos por esse ataque ao material genético, a célula inicia uma multiplicação sem freios, característica do câncer.
Algumas enzimas que sofrem modificações graças ao ataque dos radicais (ou na produção das mesmas ou nos seus sítios ativos) podem ficar inutilizadas ou atacar substâncias erradas, provocando entre outras doenças, a doença auto-imune. A cegueira pode, também, ser causada por radicais livres. Uma doença chamada AMD (da sigla em inglês de degeneração da mácula associada à idade) afeta a mácula (região que envolve a retina). A mácula é rica em gorduras poliinsaturadas, que, como já vimos, é oxidada por radicais livres. Assim forma-se uma barreira que envolve a retina, provocando a cegueira. Nos derrames cerebrais, os radicais livres podem piorar a situação da vítima. Quando há rompimento dos vasos sangüíneos cerebrais, as células atingidas pelo sangramento são mais suscetíveis à ação dos radicais livres (já que a hemoglobina liberada contém Ferro), que causando a morte celular, fazem com que a vítima não retenha um maior controle dos movimentos. Os diabéticos mostram elevados níveis de radicais livres, que atuam nas degenerações e dificuldades de microcirculação periférica e oftálmica. Podemos observar a ação de radicais livres a olho nu. Quando usamos água oxigenada nos cabelos, a água oxigenada encontra o Ferro e juntos formam o radical hidroxila. O radical ataca e destrói os pigmentos do cabelo.



Quem nos protege deles - Como se prevenir dos radicais livres

Para vencer o desafio dos radicais livres, os seres aeróbios desenvolveram uma bateria de mecanismos de proteção conhecidos como defesas antioxidantes. Como vimos anteriormente, o radical superóxido deverá encontrar uma enzima para transformá-lo em peróxido de hidrogênio. Esta enzima que forma a água oxigenada é a superóxido dismutase, proteína formada pelo organismo. O organismo também produz a catalase e a peroxidase que transformam o peróxido de hidrogênio em água. Com essas substâncias o organismo seria capaz de vencer os radicais livres, porém, com o aumento da expectativa de vida do ser humano, o organismo perde a capacidade de defesa, já que graças a fatores exógenos (externos) que seguem o progresso humano, o poder dos radicais livres aumentou significativamente. Como fatores que dão maior poder aos radicais livres, podemos citar o tabagismo, a poluição do ar, remédios (que tenham alguns oxidantes), radiações ionizantes e solares, maior consumo de gorduras, choques térmicos. Assim o organismo não tem como se livrar dos radicais livres, porém podemos nos prevenir deles. O melhor método de prevenção é através de alimentação rica em antioxidantes. Certos minerais como o Zinco, Cobre e Selênio agem como antioxidantes, pois saciam a voracidade dos radicais. A vitamina E, lipossolúvel, age diretamente nas membranas da célula, inibindo a reação em cadeia da oxidação das gorduras solúveis. O betacaroteno, um percursor da vitamina A, também é lipossolúvel e atua como inibidor de alguns tipos de radicais livres. A vitamina C é uma doadora de elétrons para os radicais livres. Desta forma, uma vez estabilizados, essas moléculas deixam de ser um atentado ao organismo. As três vitaminas ( E, C e Beta-caroteno) devem atuar em conjunto, pois possuem atividades que se complementam. Apesar desse enorme poder das vitaminas, devemos ter certa cautela, já que alguns estudos mostram que vitaminas como a E e o beta-caroteno favorecem o câncer do pulmão em fumantes. Os bioflavonóides, como a ginkgobilina e a rutina, são fitoquímicos (substâncias químicas vegetais) e atuam no equilíbrio e controle de Ferro no organismo, impedindo a formação de radicais hidroxilas. O homem já consegue produzir algumas enzimas importantes contra os radicais livres. Um exemplo é a glutationa, uma enzima com as mesmas propriedades da superóxido dismutase que está sendo testada também no combate à AIDS. Outro processo que vem sendo estudado para o combate aos radicais livres é a Geneterapia. Como sabemos, a superóxido dismutase é produzida no organismo, porém com a gene terapia, podemos inserir um gene que aumentaria a produção desta enzima, fazendo com que o número de radicais diminuíssem no organismo.







O Radical Vaga-lume livre - A ação dos radicais nos vaga-lumes

O brilho dos vaga-lumes pode ter sido uma adaptação evolutiva contra a intoxicação por radicais livres. Essa hipótese está sendo testada pela equipe do bioquímico Etelvino Bechara, do Instituto de Química da USP. Nos vaga-lumes, a luz é produzida em células especiais - chamadas fotocitos - em uma reação química que consome oxigênio. Testando a hipótese de que a emissão de luz, a bioluminescência, tenha surgido ao longo do processo evolutivo para minimizar os efeitos tóxicos do oxigênio, os radicais livres, Bachara faz uma série de testes. No vaga-lume, a luz é produzida em uma reação química do oxigênio com uma substância chamada luciferina e a reação é controlada por uma enzima - a luciferase. A luciferase catalisa uma reação que usa oxigênio, ela esgota o oxigênio que existe dentro da célula. Esgotando esse oxigênio, supõe-se que o sistema luciferina-luciferase reduza a formação dos radicais livres no vaga-lume, atuando como antioxidante. Em um experimento, vaga-lumes foram expostos a uma atmosfera com 100% de oxigênio e mediu-se a luz emitida. Verificou-se que eles produzem mais luciferase, sugerindo fortemente que a enzima esteja envolvida na desintoxicação contra o oxigênio. Outro experimento está testando se cai a produção da luciferase com pouco oxigênio.

Máquinas Térmicas - 7ºAno

 A invenção que mudou os rumos da sociedade As máquinas térmicas foram essenciais para ampliar a produção de diversos materiais que anterior...