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Leis de Newton



Quando se fala em dinâmica de corpos, a imagem que vem à cabeça é a clássica e mitológica de Isaac Newton, lendo seu livro sob uma macieira. Repentinamente, uma maçã cai sobre a sua cabeça. Segundo consta, este foi o primeiro passo para o entendimento da gravidade, que atraia a maçã.

Com o entendimento da gravidade, vieram o entendimento de Força, e as três Leis de Newton.

Na cinemática, estuda-se o movimento sem compreender sua causa. Na dinâmica, estudamos a relação entre a força e movimento.

Força: É uma interação entre dois corpos.

O conceito de força é algo intuitivo, mas para compreendê-lo, pode-se basear em efeitos causados por ela, como:

Aceleração: faz com que o corpo altere a sua velocidade, quando uma força é aplicada.
Deformação: faz com que o corpo mude seu formato, quando sofre a ação de uma força.
Força Resultante: É a força que produz o mesmo efeito que todas as outras aplicadas a um corpo.

Dadas várias forças aplicadas a um corpo qualquer:
A força resultante será igual a soma vetorial de todas as forças aplicadas:
As leis de Newton constituem os três pilares fundamentais do que chamamos Mecânica Clássica, que justamente por isso também é conhecida por Mecânica Newtoniana.

1ª Lei de Newton - Princípio da Inércia

  • Quando estamos dentro de um carro, e este contorna uma curva, nosso corpo tende a permanecer com a mesma velocidade vetorial a que estava submetido antes da curva, isto dá a impressão que se está sendo "jogado" para o lado contrário à curva. Isso porque a velocidade vetorial é tangente a trajetória.
  • Quando estamos em um carro em movimento e este freia repentinamente, nos sentimos como se fôssemos atirados para frente, pois nosso corpo tende a continuar em movimento.
estes e vários outros efeitos semelhantes são explicados pelo princípio da inércia, cujo enunciado é:

"Um corpo em repouso tende a permanecer em repouso, e um corpo em movimento tende a permanecer em movimento."

Então, conclui-se que um corpo só altera seu estado de inércia se alguém ou alguma coisa aplicar nele uma força resultante diferente de zero.

2ª Lei de Newton - Princípio Fundamental da Dinâmica

Quando aplicamos uma mesma força em dois corpos de massas diferentes observamos que elas não produzem aceleração igual.

A 2ª lei de Newton diz que a Força é sempre diretamente proporcional ao produto da aceleração de um corpo pela sua massa, ou seja:

ou em módulo: F=ma

Onde:

F é a resultante de todas as forças que agem sobre o corpo (em N);
m é a massa do corpo a qual as forças atuam (em kg);
a é a aceleração adquirida (em m/s²).
A unidade de força, no sistema internacional, é o N (Newton), que equivale a kg m/s² (quilograma metro por segundo ao quadrado).

Exemplo:

Quando um força de 12N é aplicada em um corpo de 2kg, qual é a aceleração adquirida por ele?

F=ma
12=2a
a=6m/s²

Força de Tração

Dado um sistema onde um corpo é puxado por um fio ideal, ou seja, que seja inextensível, flexível e tem massa desprezível.
Podemos considerar que a força é aplicada no fio, que por sua vez, aplica uma força no corpo, a qual chamamos Força de Tração .

3ª Lei de Newton - Princípio da Ação e Reação

Quando uma pessoa empurra um caixa com um força F, podemos dizer que esta é uma força de ação. mas conforme a 3ª lei de Newton, sempre que isso ocorre, há uma outra força com módulo e direção iguais, e sentido oposto a força de ação, esta é chamada força de reação.

Esta é o princípio da ação e reação, cujo enunciado é:
"As forças atuam sempre em pares, para toda força de ação, existe uma força de reação."


Força Peso

Quando falamos em movimento vertical, introduzimos um conceito de aceleração da gravidade, que sempre atua no sentido a aproximar os corpos em relação à superficie.
Relacionando com a 2ª Lei de Newton, se um corpo de massa m, sofre a aceleração da gravidade, quando aplicada a ele o principio fundamental da dinâmica poderemos dizer que:

A esta força, chamamos Força Peso, e podemos expressá-la como:

ou em módulo: 

O Peso de um corpo é a força com que a Terra o atrai, podendo ser variável, quando a gravidade variar, ou seja, quando não estamos nas proximidades da Terra.

A massa de um corpo, por sua vez, é constante, ou seja, não varia.

Existe uma unidade muito utilizada pela indústria, principalmente quando tratamos de força peso, que é o kilograma-força, que por definição é:

1kgf é o peso de um corpo de massa 1kg submetido a aceleração da gravidade de 9,8m/s².
A sua relação com o newton é:
Saiba mais...
Quando falamos no peso de algum corpo, normalmente, lembramos do "peso" medido na balança.
Mas este é um termo fisicamente errado, pois o que estamos medindo na realidade, é a nossa massa.

Além da Força Peso, existe outra que normalmente atua na direção vertical, chamada Força Normal.

Esta é exercida pela superfície sobre o corpo, podendo ser interpretada como a sua resistência em sofrer deformação devido ao peso do corpo. Esta força sempre atua no sentido perpendicular à superfície, diferentemente da Força Peso que atua sempre no sentido vertical.

Analisando um corpo que encontra-se sob uma superfície plana verificamos a atuação das duas forças.
Para que este corpo esteja em equilíbrio na direção vertical, ou seja, não se movimente ou não altere sua velocidade, é necessário que os módulos das forças Normal e Peso sejam iguais, assim, atuando em sentidos opostos elas se anularão.

Por exemplo:

Qual o peso de um corpo de massa igual a 10kg:

(a) Na superfície da Terra (g=9,8m/s²);
(b) Na superfície de Marte (g=3,724m/s²).
(a) 

(b) 

Força de Atrito

Até agora, para calcularmos a força, ou aceleração de um corpo, consideramos que as superfícies por onde este se deslocava, não exercia nenhuma força contra o movimento, ou seja, quando aplicada uma força, este se deslocaria sem parar.

Mas sabemos que este é um caso idealizado. Por mais lisa que uma superfície seja, ela nunca será totalmente livre de atrito.

Sempre que aplicarmos uma força a um corpo, sobre uma superfície, este acabará parando.

É isto que caracteriza a força de atrito:
  • Se opõe ao movimento;
  • Depende da natureza e da rugosidade da superfície (coeficiente de atrito);
  • É proporcional à força normal de cada corpo;
  • Transforma a energia cinética do corpo em outro tipo de energia que é liberada ao meio.
A força de atrito é calculada pela seguinte relação:

Onde:
μ: coeficiente de atrito (adimensional)
N: Força normal (N)

Atrito Estático e Dinâmico

Quando empurramos um carro, é fácil observar que até o carro entrar em movimento é necessário que se aplique uma força maior do que a força necessária quando o carro já está se movimentando.

Isto acontece pois existem dois tipo de atrito: o estático e o dinâmico.
 

Atrito Estático

É aquele que atua quando não há deslizamento dos corpos.

A força de atrito estático máxima é igual a força mínima necessária para iniciar o movimento de um corpo.

Quando um corpo não está em movimento a força da atrito deve ser maior que a força aplicada, neste caso, é usado no cálculo um coeficiente de atrito estático: .
Então:


Atrito Dinâmico

É aquele que atua quando há deslizamento dos corpos.

Quando a força de atrito estático for ultrapassada pela força aplicada ao corpo, este entrará em movimento, e passaremos a considerar sua força de atrito dinâmico.

A força de atrito dinâmico é sempre menor que a força aplicada, no seu cálculo é utilizado o coeficiente de atrito cinético:

Então:


Força Elástica

Imagine uma mola presa em uma das extremidades a um suporte, e em estado de repouso (sem ação de nenhuma força).

Quando aplicamos uma força F na outra extremidade, a mola tende a deformar (esticar ou comprimir, dependendo do sentido da força aplicada).

Ao estudar as deformações de molas e as forças aplicadas, Robert Hooke (1635-1703), verificou que a deformação da mola aumenta proporcionalmente à força. Daí estabeleceu-se a seguinte lei, chamada Lei de Hooke:

Onde:

F: intensidade da força aplicada (N);
k: constante elástica da mola (N/m);
x: deformação da mola (m).

A constante elástica da mola depende principalmente da natureza do material de fabricação da mola e de suas dimensões. Sua unidade mais usual é o N/m (newton por metro) mas também encontramos N/cm; kgf/m, etc.

Exemplo:

Um corpo de 10kg, em equilíbrio, está preso à extremidade de uma mola, cuja constante elástica é 150N/m. Considerando g=10m/s², qual será a deformação da mola?

Se o corpo está em equilíbrio, a soma das forças aplicadas a ela será nula, ou seja:
, pois as forças tem sentidos opostos.


Força Centrípeta

Quando um corpo efetua um Movimento Circular, este sofre uma aceleração que é responsável pela mudança da direção do movimento, a qual chamamos aceleração centrípeta, assim como visto no MCU.

Sabendo que existe uma aceleração e sendo dada a massa do corpo, podemos, pela 2ª Lei de Newton, calcular uma força que assim como a aceleração centrípeta, aponta para o centro da trajetória circular.

A esta força damos o nome: Força Centrípeta. Sem ela, um corpo não poderia executar um movimento circular.

Como visto anteriormente, quando o movimento for circular uniforme, a aceleração centrípeta é constante, logo, a força centrípeta também é constante.
Sabendo que:
ou
Então:
A força centrípeta é a resultante das forças que agem sobre o corpo, com direção perpendicular à trajetória.

Exemplo:

Um carro percorre uma curva de raio 100m, com velocidade 20m/s. Sendo a massa do carro 800kg, qual é a intensidade da força centrípeta?



Plano Inclinado

Dadas duas trajetórias abaixo, em qual delas é "mais fácil" carregar o bloco?

Obviamente, na trajetória inclinada, pois no primeiro caso, teremos que realizar uma força que seja maior que o peso do corpo. Já no segundo caso, devemos fazer uma força que seja maior que uma das componentes de seu peso, neste caso, a componente horizontal, que terá instensidade menor conforme o ângulo formado for menor.


Por isso, no nosso cotidiano, usamos muito o plano inclinado para facilitar certas tarefas.
Ao analisarmos as forças que atuam sobre um corpo em um plano inclinado, temos:
A força Peso e a força Normal, neste caso, não tem o mesma direção pois, como já vimos, a força Peso, é causada pela aceleração da gravidade, que tem origem no centro da Terra, logo a força Peso têm sempre direção vertical. Já a força Normal é a força de reação, e têm origem na superfície onde o movimento ocorre, logo tem um ângulo igual ao plano do movimento.

Para que seja possível realizar este cálculo devemos estabelecer algumas relações:
  • Podemos definir o plano cartesiano com inclinação igual ao plano inclinado, ou seja, com o eixo x formando um ângulo igual ao do plano, e o eixo y, perpendicular ao eixo x;
  • A força Normal será igual à decomposição da força Peso no eixo y;
  • A decomposição da força Peso no eixo x será a responsável pelo deslocamento do bloco;
  • O ângulo formado entre a força Peso e a sua decomposição no eixo y, será igual ao ângulo formado entre o plano e a horizontal;
  • Se houver força de atrito, esta se oporá ao movimento, neste caso, apontará para cima.
Sabendo isto podemos dividir as resultantes da força em cada direção:
Em y:
como o bloco não se desloca para baixo e nem para cima, esta resultante é nula, então:
mas
então:
Em x:
mas
então:
Exemplo:

Um corpo de massa 12kg é abandonado sobre um plano inclinado formando 30° com a horizontal. O coeficiente de atrito dinâmico entre o bloco e o plano é 0,2. Qual é a aceleração do bloco?

Em y:


Em x:




Fonte: https://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/Dinamica/leisdenewton.php







As Partículas do átomo


        Até  aqui  estou  procurando  resumir,  em  uma  explicação  simples,  a  evolução  do  conhecimento  humano  sobre  o  ÁTOMO,  de  modo  que  possa  ser  compreendido  razoavelmente  por  qualquer  pessoa,  mesmo  sendo  leiga  no  assunto.  Peço  desculpas  as  pessoas  mais  eruditas  no  conhecimento  das  ciências,  se  caminho  passo  a  passo,  as  vezes  monotonamente,  e  outras  vezes  até  repetitivamente.   A  minha  intenção  não  é  exatamente  ministrar  um  curso  de  ATOMÍSTICA, pois  nem  sou  especializado  nesse  ramo  da  ciência,  no  qual, aliás,  sou  QUASI-LEIGO.  Desejo  apenas  situar  bem  o  leitor,  especialmente  o  leitor  também  leigo,  tendo  em  vista  a  melhor  compreensão  de  algumas  HIPÓTESES  sobre  a  estrutura  do  átomo,  hipóteses  estas  contendo  alguns  conceitos  que,  apesar  de  não  ser  eu  um  cientista,  desejo  formular,  sobre  a  estrutura  do  NÚCLEO  DO  ÁTOMO.
        Acredito  que  sejam  CONCEITOS  NOVOS,  os  quais  pretendo  abordar  mais  à  frente,  pois  acho  que  podem  ser  de  grande  importância,  especialmente  para  aquelas  pessoas  que  desejam  conhecer   alguma  coisa  sobre  a  CRIAÇÃO  DO  UNIVERSO.
        O  conhecimento  humano  sobre  a  ESTRUTURA  DO  ÁTOMO  desenvolveu-se  de  maneira  extraordinária  nas  primeiras  décadas  do  século  XX.  Os  cientistas  descobriram   e  comprovaram,  experimentalmente  e  através  de  formulações  matemáticas,  que  o  NÚCLEO  do  átomo  é  formado  de  dois  tipos  de  PARTÍCULAS  ELEMENTARES  básicas  estáveis:  os  PRÓTONS  e  os  NÊUTRONS,  que  juntamente  com  os  ELÉTRONS  (estes  giram  nas  regiões  orbitais  em  torno  do  núcleo)  constituem  basicamente  o  ÁTOMO.
        As  características  principais  (carga  elétrica  e  massa)  destas  PARTÍCULAS,  de  acôrdo  com  a  ciência,  são:
      • PRÓTON:  Possui  carga  elétrica  POSITIVA.  Sua  MASSA  aproximada  é  de  1,6726.E-27 Kg.
      • NÊUTRON:  É  eletricamente  neutro.  Sua  MASSA  aproximada  é  de  1,675.E-27 Kg.
      • ELÉTRON:  Possui  carga  elétrica  NEGATIVA,  de  igual  valor  absoluto  à  do  próton.  Sua  MASSA   aproximada   é   de   0,0009109.E-27 Kg.      (E-27  significa  10  elevado à  potência  -27).
        Comparando  os  valores  acima,  verifica-se  o  seguinte:
      • a  MASSA  do  NÊUTRON  é  apenas  ligeiramente  maior  que  a  do  PRÓTON;
      • a  MASSA  do  PRÓTON  é  cerca de  1.836  a  1.837  vezes  MAIOR  que  a  massa  do ELÉTRON;
      • a  MASSA  do  NÊUTRON  é  cerca de  1.838  a 1.839  vezes  MAIOR  que  a  massa  do  ELÉTRON.
        O  ÁTOMO  de  qualquer  ELEMENTO  contém  no  seu  núcleo  PRÓTONS  e  NÊUTRONS.  A  soma  da  quantidade  dos  prótons  e  nêutrons  do  núcleo  é  que  determina  a  MASSA  do  ÁTOMO.  A  quantidade  de  ELÉTRONS  orbitais  é  igual  à  quantidade  de  PRÓTONS  do  NÚCLEO  do  átomo.       No  ano  de  1932  foi  descoberta  uma  nova  partícula,  IDÊNTICA  ao  ELÉTRON,  porém  com  carga  elétrica  positiva:  o  PÓSITRON.  Alguns  anos  depois  outras  partículas  foram  descobertas,  dentre  elas  o  MÉSON,  com  massa  cerca  de  210  vezes  maior  do  que  a  massa  do  elétron,  podendo  ser  positivo  ou  negativo,  que  mais  tarde  foi  designado  por  méson  MU  ou  MÚON.
        Em  1947  foi  descoberto  outro  tipo  de  MÉSON,  um  pouco  mais pesado,  com  massa  cerca  de  320  vezes  maior  do  que  a  massa  do  elétron,  que  foi  chamado  méson  PI  ou  PÍON.   Estas  partículas  podem  se  formar  a  partir  de  outras  partículas,  por  radiações  atômicas,  e  são  TRANSITÓRIAS,  a  maioria  das  quais  só  existe  durante  um  tempo  inferior  a  cem  milionésimos  de  segundo.
        Existem  nêutrons  INSTÁVEIS  no  núcleo  de  alguns  átomos  radioativos;  e  esses  nêutrons,  quando  se  desintegram,  transformam-se  em  1 PRÓTON,  mais  1 ELÉTRON,  mais  1 NEUTRINO.  O  neutrino  é  uma  partícula  muito  leve,  mais  leve  do  que  o  elétron,  e  é  eletricamente  NEUTRO.  Sua  massa  é  menor  que  a  do  elétron;  é  quase  nula.      Em  1930  o  cientista  PAUL  A.  M.  DIRAC  predisse,  por  motivos  teóricos,  que  a  cada  tipo  de  PARTÍCULA  elementar  corresponde  uma  ANTIPARTÍCULA  (também  chamada  ANTIMATÉRIA),  com  a  mesma  massa,  porém  com  CARGA  ELÉTRICA  CONTRÁRIA,  e  outras  propriedades  inversas.   Cada  ANTIPARTÍCULA  é  como  que  uma  partícula  "INVERSA"  de  outra,  isto  é,  como  que  IMAGEM  de  outra  PARTÍCULA,  à  qual  corresponde.  Como  exemplo,  o  PÓSITRON,  descoberto  em  1932  pelo  físico  inglês  Sir  JAMES  CHADWICK,  é  ANTIPARTÍCULA  do  ELÉTRON;  ambos  têm  massas  iguais  e  cargas  elétricas  iguais  e  CONTRÁRIAS:  o  elétron  tem  carga  NEGATIVA  e  o  PÓSITRON  carga  POSITIVA.  Um  é  exatamente  o  "INVERSO"  do  outro.
        Em  1964  alguns  cientistas  SUGERIRAM  que  muitas  das  PARTÍCULAS  conhecidas  na  época,  podiam  ser  devidamente  explicadas  pela  combinação  de  apenas  3  PARTÍCULAS   fundamentais,  que  denominaram  QUARKS.  Atualmente,  estão  definidos  seis  tipos  de  QUARKS:
      • UP,  DOWN,  CHARM,   STRANGE,  TOP  e  BOTTOM.
        Os  QUARKS  mais  leves  são  os  UP  e  DOWN,  aos  quais  atribuiram  CARGAS  elétricas de  + 2/3  e  - 1/3  da  carga  de  1 PRÓTON,  respectivamente.  São  estáveis,  e  segundo  os  cientistas  formam  os  PRÓTONS  e  os  NÊUTRONS  (constituintes  dos  núcleos  dos  átomos),  da  seguinte  forma:
      • 1 PRÓTON  é  formado  por  2 UP + 1 DOWN;
      • 1 NÊUTRON  é  formado  por  2  DOWN + 1 UP.
        Segundo  a  ciência  estes  DOIS  TIPOS  de  quarks,  juntamente  com  os  ELÉTRONS,  formam  os  átomos  de  todos  os  elementos  simples  da  TABELA  PERIÓDICA.   No  entanto,  tais  quarks  (UP  e  DOWN),  bem  como  suas  cargas,  não  podem  ser  isolados.  Sua  existência  é  apenas  TEÓRICA,  não  representa  uma  realidade  comprovada  experimentalmente;  não  se  sabe  o  que  seja  a  MASSA  de  um  QUARK.      Quanto  aos  demais  QUARKS,  diz  a  ciência  que  foram  abundantes  nos  primeiros  momentos  após  o  "BIG  BANG",  mas  agora  são  produzidos  apenas  em  LABORATÓRIOS.
        As  PARTÍCULAS  elementares  estão  sujeitas  a  FORÇAS  de  INTERAÇÃO  no  interior  do  ÁTOMO.  Algumas  partículas  transitórias,  que  são  INSTÁVEIS,  podem  ser  continuamente  criadas  e  aniquiladas,  por  causa  das  FORÇAS  DE  INTERAÇÃO.
        As  FORÇAS  DE  INTERAÇÃO  podem  ser  de  quatro  tipos:
      •  interação    nuclear    FORTE;
      •  interação    nuclear   FRACA;
      • interação  ELETROMAGNÉTICA;
      •  interação    GRAVITACIONAL.
        Os  PRÓTONS  existentes  no  NÚCLEO  de  um  átomo,  mesmo  tendo  todos  eles  cargas  elétricas  IGUAIS,  do  mesmo  tipo,  isto  é,  POSITIVA,   e  embora  aglomerados   não  se  afastam  entre  si  por  repulsão,  como  poderia  parecer  a  princípio.  Se  assim  acontecesse,  o  núcleo  do  átomo   não  seria  coeso,  ao  contrário,  deveria  se  DESMANCHAR.  Porém,  não  se  desmancha.   As  cargas  POSITIVAS  dos   prótons  são  EQUILIBRADAS  (neutralizadas)  pelas  cargas  NEGATIVAS  dos  elétrons  orbitais.  Além  disso  os  PRÓTONS,  juntamente  com  os  NÊUTRONS,  são  mantidos  UNIDOS  entre  si,  no  núcleo,  pela  FORÇA  FORTE  de  interação,  uma  força  nuclear  poderosa.
        Aliás,  sempre  me  intrigou  o  fato  de  que  os  PRÓTONS,  que  são  partículas  com  carga  POSITIVA,  não  se  separam  uns  dos  outros  quando  aglomerados  no  núcleo  do  átomo.  E  admirava-me  também  o  fato  de  que  os  NÊUTRONS  existentes  no  núcleo,  sendo  partículas  NEUTRAS,  eletricamente  equilibradas,  não  DESPENCAM  do  núcleo.  Para  explicar  tal  fenômeno  os  cientistas  imaginaram  uma  partícula  HIPOTÉTICA,  que  chamaram  de  GLÚON,   portador hipotético  que  transmite  a   FORÇA  FORTE  nuclear,  que  produz   a   ATRAÇÃO   entre   os  PRÓTONS  entre  si  e  os  NÊUTRONS,  mantendo-os  fortemente  unidos  (como  que  em  um efeito  COLA),  formando  a  UNIDADE  do núcleo.   É  sempre  bom  repetir  que  apesar  da  grande  quantidade  de  partículas  conhecidas,  as  PARTÍCULAS  ATÔMICAS   elementares  BÁSICAS  e  ESTÁVEIS  são  os  PRÓTONS,  NÊUTRONS  e  ELÉTRONS.





Forças da Terra

Um estudo sobre terremotos e vulcanismos. Abrange todas as manifestações de atividades internas da Terra.  A distribuição mundial dos vulcões, as causas de terremotos, ondas sísmicas, as principais catástrofes, um apanhado geral desses fenômenos.
          
O vulcanismo decorre da alta temperatura e pressão das rochas, culmina com a efusão de material fundido, o magma, rocha fluida e repleta de gases. A ascensão do magma poderá se dar de maneira explosiva ou passiva. O magma derrama-se pela superfície, preenchendo vales e formando vastas planícies; isto é muito freqüente no Havaí, e o magma pode atingir até 50 km de extensão. O magma pode atingir a superfície através de fendas – ocasião em que em geral derrama-se pacificamente, estendendo-se a centenas de quilômetros – ou através de orifícios, como ocorre com a maioria dos vulcões atualmente em atividade.

Os produtos sob forma líquida ou fluida são representados pelas lavas provenientes de grandes profundidades que atingem a superfície com temperaturas entre 600 e 1200ºC, mais altas nas básicas. A viscosidade das lavas depende não só composição química mas também da quantidade de gases que vai influir na velocidade da corrida de lavas, que é maior em terrenos cuja topografia apresenta maior declividade.
           
A pedra-pomes resulta do magma rico em gases que sofre um rápido resfriamento e uma brusca descompressão pela perda de gases; é uma rocha muito leve e porosa, cheia de pequenos orifícios.
           
Atualmente todos os vulcões em atividade possuem o aspecto mais ou menos perfeito de uma montanha cônica cuja altitude varia de algumas dezenas de metros até aproximadamente 7.500 m.
           
 Um vulcão em erupção produz matéria nos três estados físicos: gasoso, sólido e líquido.
           
Os gases, inclusive vapor d’água, são exalados a expensas de condições físico-químicas do vulcão, tais como temperatura, pressão, composição da lava, estado de senilidade das atividades etc.
           
A matéria líquida é representada pelas lavas, cujo comportamento após o derrame decorre principalmente da composição química e, como conseqüência, da viscosidade e quantidade de gases.
           
Os sólidos são fragmentos originados das rochas encaixantes que formam o cone vulcânico e geralmente são lançados durante as explosões vulcânicas ou do próprio magma semi-solidificado ou consolidado.
           
As atividades vulcânicas no interior do mar passam em geral despercebidas porque nem sempre atingem a superfície ou por serem rapidamente destruídas pelas ondas.
           
A principal área vulcânica constitui os “assoalhos” do oceano, com espessura entre 2.000 e 6.000m. Capas de sedimentos marinhos alternam-se com derrames de lavas, e os cones vulcânicos atingem grandes altitudes. As ilhas oceânicas são exemplos de tais erupções. Em torno da Califórnia, onde o Oceano Pacífico foi explorado completamente, pode ser constatado um vulcão submarino, de cerca de 1.000 m de altura para cada 40 km de superfície. Sobre o globo, considerado como um todo, há provavelmente mais de dez mil vulcões. A área mais importante é a marginal entre o continente e o oceano, mais precisamente o cinturão do fogo que rodeia o Pacífico e a porção que se estende das Antilhas da Indonésia através do Mediterrâneo. No interior do continente, alguns enormes maciços vulcânicos marcam uma série de linhas de fraturas desde o Líbano até o Mar Vermelho, na África Oriental, e outras no centro da África e da Ásia. O vulcanismo é acentuado também ao longo de cinturões ou cadeias de montanhas dobradas, como os Andes, Antártica e Indonésia. Assim vê-se que os vulcões se distribuem nas áreas tectonicamente instáveis da crosta, onde ocorrem terremotos e falhamentos, estando a eles associados os limites das placas.
           
Um terremoto é uma vibração da superfície da terra produzida por forças naturais situadas no interior da crosta a profundidades variáveis. Os terremotos de grande intensidade são produzidos pela ruptura de grandes massas de rocha situadas a profundidades que vão desde 50 até 900 km. O local abaixo da crosta onde o terremoto é produzido chama-se foco, e o ponto sobre a superfície, vertical ao foco, é o epicentro.
           
Os terremotos estão concentrados em faixas ao redor da Terra, distribuídos nas mesmas regiões onde ocorrem vulcanismos, particularmente no círculo do Pacífico, cadeias montanhosas dos Alpes, Himalaia, cadeias oceânicas e África.
          
A energia liberada por ocasião da ruptura de blocos no interior da crosta é transmitida a partir do foco, através de movimento de ondas, por todas as rochas.
           
As ondas são recebidas e registradas nos sismógrafos que se encontra em contato com outras estações, possibilitando a determinação da intensidade, foco, etc. A intensidade dos terremotos é medida na escala Richter, a qual distribui as magnitudes em logaritmos de 1 a 10 e está relacionada à quantidade de energia liberada. A escala de Mercalli é usada em situações em que a insuficiência de sismógrafos não permite um estudo mais analítico das determinações.
           
Como você pode observar a Terra é um organismo vivo, ela está em constante transformação. A litosfera está em contínuo movimento. E o homem é hospede e prisioneiro da natureza. Dependendo do grau e intensidade desses fatores citados, nós não estamos preparados e nunca estaremos, e ainda pode haver muitas catástrofes em torno de todo o planeta.

Máquinas Térmicas - 7ºAno

 A invenção que mudou os rumos da sociedade As máquinas térmicas foram essenciais para ampliar a produção de diversos materiais que anterior...