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Gimnospermas

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As gimnospermas são plantas mais recentes. Estima-se que há cerca de 365 milhões de anos elas já cobriam boa parte do planeta, em áreas de florestas que persistem até hoje. São plantas que possuem vasos condutores e podem chegar ter vários metros de altura. São as primeiras plantas a possuem sementes, porém, diferente das angiospermas, não possuem frutos. Daí vem seu nome, pois gimnosperma significa semente nua. Veja uma vídeo aula e um slide logo a baixo e depois continue com a leitura.

O grupo das gimnospermas reúne espécies que estão entre as mais aptas a viver em ambiente terrestre. Essas plantas apresentam portes muito maiores do que as representantes do grupo das pteridófitas. As gimnospermas predominam em biomas como a Taiga e a Mata de Araucárias.
As gimnospermas são plantas encontradas principalmente na América do Norte e na Eurásia (Europa + Ásia), em regiões de clima frio ou temperado. A sequoia é uma gimnosperma característica dos Estados Unidos, e pode chegar a 100 metros de altura. Elas também podem ser encontradas em locais de grandes altitudes. A araucária é um tipo muito comum desse grupo vegetal encontrada no Brasil, principalmente nas regiões de clima temperado da Mata Atlântica.

Folhas em forma de agulha

Algumas gimnospermas, como o pinheiro, apresentam folhas em forma de agulha.
Essa folha com superfície reduzida diminui a perda de água por evaporação, uma característica dessas plantas que lhes possibilita viver em ambientes com escassez de água.

Estrutura

Assim como as pteridófitas, apresentam vasos condutores, raiz, caule e folhas. Nessas plantas, também surge uma nova e importante característica que não estava presente nas briófitas e nas pteridófitas: a presença de sementes.  Para você saber mais sobre outros grupos de plantas veja aqui no site uma aula completa sobre o Reino Plantae.
estrutura gimnospermas
O nome gimnosperma (do grego gymnos = nu; sperma = semente) significa “semente nua”, isto é, sementes que não são protegidas por um fruto.

Reprodução

A semente é uma estrutura reprodutiva que apresenta um envoltório dentro do qual o embrião está protegido.
Além da proteção, outra função da semente é fornecer alimento ao embrião, que pode se nutrir com as reservas do tecido que o recobre. Desse modo, as sementes podem germinar longe da planta que lhes deu origem, fazendo com que a dispersão dessas plantas seja mais eficiente do que a das briófitas e das pteridófitas.
Gimnospermas - características, reprodução, exemplos - resumo
Diferentemente das briófitas e das pteridófitas, as gimnospermas não dependem da água para que ocorra a fecundação. O gameta masculino, presente nos grãos de pólen, é transportado até o gameta feminino pelo vento (raramente isso também é feito por insetos ou aves). Esse processo de transporte do grão de pólen da estrutura reprodutora masculina até a estrutura reprodutora feminina é chamado polinização.
Os órgãos reprodutores das gimnospermas são os estróbilos também conhecidos como cones. Existem estróbilos masculinos e femininos.
Quando os grãos de pólen, provenientes do cone masculino, chegam ao cone feminino, podem germinar, originando o tubo polínico. Esse tubo conduz o gameta masculino ao encontro do gameta feminino dentro do óvulo que se chama oosfera. Dessa forma, ocorre a fecundação, que dará origem ao embrião. Ao redor do embrião, desenvolve-se um tecido nutritivo que fica protegido por um envoltório, formando a semente. Se essa semente cair no solo e encontrar condições apropriadas, o embrião poderá se desenvolver e, então, formar uma nova planta.

Coníferas

As coníferas receberam este nome por apresentarem cones, apesar dessa característica aparecer em todas as gimnospermas. As coníferas reúnem o maior número de espécies entre as gimnospermas. Nesse grupo, em geral, os cones masculinos e cones femininos encontram-se em plantas separadas.
As espécies de coníferas de maior tamanho são conhecidas como sequoias. Outras coníferas bem conhecidas são os ciprestes e as araucárias.
As coníferas são, atualmente, as plantas arbóreas mais antigas do planeta. Na Califórnia (EUA), vive uma conífera com mais de 4600 anos de idade, apelidada de Matusalém.
As coníferas mais conhecidas no Brasil são os pinheiros do gênero Pinus. Eles podem atingir 50 m de altura. Esse gênero é nativo do hemisfério norte e apresenta grande importância econômica. Sua madeira é utilizada na fabricação de lápis, de caixotes e de alguns tipos de papel, como o papelão. As espécies menores são muito utilizadas no comércio como árvores de Natal.
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Como é possível estimar a idade de uma árvore?

Se você respondeu que basta saber a data em que foi plantada, é claro que está certo. No entanto, saber a idade de uma árvore que não vimos nascer fica mais complicado. Há alguns métodos usados, mas nenhum deles, ainda, é capaz de indicar a idade exata de uma árvore, apesar de darem boas estimativas.
Um desses métodos é o de contagem dos chamados anéis de crescimento anual. No entanto, contar os anéis também não é uma estimativa exata, pois sua formação pode variar de acordo com fatores ambientais, como períodos de chuvas ou de secas prolongados.

Resumo da aula Gimnospermas – características, reprodução, exemplos – resumo

  • As principais novidades evolutivas que permitiram a conquista efetiva do ambiente terrestre
  • As principais estruturas presentes
  • As principais etapas dos ciclos reprodutivos
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https://planetabiologia.com/gimnospermas-caracteristicas-reproducao-exemplos-resumo/


Reciclagem

 símbolo da reciclagem
Símbolo Internacional da reciclagem

Introdução 

Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade  foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificou os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.

Importância e vantangens da reciclagem 

A partir da década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis  aumentou significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países desenvolvidos. Muitos governos e ONGs estão cobrando de empresas posturas responsáveis: o crescimento econômico deve estar aliado à preservação do meio ambiente. Atividades como campanhas de coleta seletiva de lixo e reciclagem de alumínio e papel, já são comuns em várias partes do mundo.

No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar. Muitas indústrias estão reciclando materiais como uma forma de reduzir os custos de produção.
Um outro benefício da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado nas grandes cidades. Muitos desempregados estão buscando trabalho neste setor e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio já são uma boa realidade nos centros urbanos do Brasil.

reciclagem de papel

Sacolas feitas com papel reciclável

Muitos materiais como, por exemplo, o alumínio pode ser reciclado com um nível de reaproveitamento de quase 100%. Derretido, ele retorna para as linhas de produção das indústrias de embalagens, reduzindo os custos para as empresas.

Muitas campanhas educativas têm despertado a atenção para o problema do lixo nas grandes cidades. Cada vez mais, os centros urbanos, com grande crescimento populacional, tem encontrado dificuldades em conseguir locais para instalarem depósitos de lixo. Portanto, a reciclagem apresenta-se como uma solução viável economicamente, além de ser ambientalmente correta. Nas escolas, muitos alunos são orientados pelos professores a separarem o lixo em suas residências. Outro dado interessante é que já é comum nos grandes condomínios a reciclagem do lixo.

símbolos da reciclagem - papel plástico metal  vidro 
Símbolos da reciclagem por material

Assim como nas cidades, na zona rural a reciclagem também acontece. O lixo orgânico é utilizado na fabricação de adubo orgânico para ser utilizado na agricultura.

Como podemos observar, se o homem souber utilizar os recursos da natureza, poderemos ter , muito em breve, um mundo mais limpo e mais desenvolvido. Desta forma, poderemos conquistar o tão sonhado desenvolvimento sustentável do planeta.

Exemplos de Produtos Recicláveis

- Vidro: potes de alimentos (azeitonas, milho, requijão, etc), garrafas, frascos de medicamentos, cacos de vidro.
- Papel: jornais, revistas, folhetos, caixas de papelão, embalagens de papel.
- Metal: latas de alumínio, latas de aço, pregos, tampas, tubos de pasta, cobre, alumínio.
- Plástico: potes de plástico, garrafas PET, sacos pláticos, embalagens e sacolas de supermercado.

Para mais informações veja os vídeos.










Que tal você aproveitar alguns materiais que você pode ter em sua casa e transforma-las? Observe algumas dicas:

Que tal usar aquele pneu e transformá-lo em um jardim ou horta?

Ou transformá-lo em puffs para a sua sala?


E porque não, fazer uma luminária com garrafas pet?


Divisória de ambiente feito com LPs
E uma decoração diferente com LPs.

Educação Ambiental


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O cuidado com o meio ambiente é uma tarefa de todos nós, cidadãos, independentes de nossa raça, crença, nível social ou idade. Isso porque a natureza fornece seus recursos igualmente a todos os seres que existem e precisam deles para viver, sem nenhuma distinção. A partir dos recursos naturais podemos garantir uma vida melhor e mais digna, não somente para nós e nossa comunidade, mas também para as demais gerações que virão no futuro bem próximo.

Uma pequena ação em prol da preservação dos recursos hídricos pode ter, com o tempo, repercussão planetária. O simples gesto de não jogar lixo no rio ou falar com os amigos sobre a água de boa qualidade é uma onda que vai se propagando, sensibilizando para a importância de nossas atitudes pessoais ou coletivas na busca de melhores condições de vida e de um desenvolvimento sustentável. As atitudes de cada um de nós podem ser sentidas a centenas de quilômetros, porque o equilíbrio ecológico, necessário à manutenção da vida, manifesta-se em todo o planeta.

Agora então entendemos por que sempre ouvimos falar que somos passageiros de uma mesma espaçonave: a TERRA. Ela é a nossa casa e cuidar dela é cuidar de nós mesmos.


Fundamental faz-se, pois, transmitimos para os jovens cidadãos não apenas p "porque", mas o "como", através da prática, da ação, do gesto localizado. A atividade que busca o amadurecimento daquilo que foi ensinado tende a trazer para a criança a força do hábito, a descoberta de suas múltiplas possibilidades, enquanto pequena, de fazer algo grande por sua comunidade, sua cidade, seu país e seu planeta.

A transversalidade de conteúdos e uma prática interdisciplinar podem estar presentes desde as salas de aula até a comunidade de cada um, subsidiando um trabalho educacional permanente.


Para mais informações assista ao vídeo:







Sustentabilidade e sistemas auto-sustentáveis

Na década de 1980, Lester Brown fundador do Wordwatch Institute (destinado à análise das questões ambientais globais), criou o termo sustentabilidade. Brown, definiu comunidade sustentável como aquele que proporciona e satisfaz as próprias necessidades sem interferir nos ciclos naturais que será adotado pelas gerações futuras.

Sustentabilidade também pode ser definido como, promover a conservação da biodiversidade explorando áreas ou usando os recursos naturais com atitudes e consciência da manutenção da natureza, prejudicando o minímo possível o equilíbrio do meio ambiente, a que todos dependem para sobreviver.



Alguns projetos auto-sustentáveis fazem com que possamos desfrutar mais do que a natureza nos dá. Construções sustentáveis são aquelas que exploram o potencial do sol, a umidade, o vento, vegetação, possibilitando a criação de materiais ecológicos e sistemas inteligentes. Exemplos: O uso da água da chuva para a irrigação de jardins, hortas e etc.; aquecedores solares que podem ser utilizados para aquecimento de chuveiros e etc.. Também são usados casas com biodigestores, telhado verde, madeiras reflorestadas, banheiros secos, cercas vivas, composteiras, minhocários, hortas mandalas. Casas confeccionadas assim se tornam uma moradia  autosuficiênte que não agride o meio ambiente e ainda possui componentes multifuncionais.

Observe as imagens abaixo:




 
Telhado Verde


   

 Horta Mandala



Para mais informações veja os vídeos abaixo.


Desenvolvimento sustentável

Os animais salvam o mundo

Programa cidades sustentáveis



Bioma Cerrado

Cerrado é um bioma do tipo biócoro savana que ocorre no Brasil, constituindo-se num dos seis grandes biomas brasileiros.
Podemos encontrar a vegetação de cerrado, principalmente, na região centro-oeste do Brasil, ou seja, nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Está presente também nas seguintes regiões: oeste de Minas Gerais e sul do Maranhão e Piauí.
Cortado por três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul, tem índices pluviométricos regulares que lhe propiciam sua grande biodiversidade.
  • Ecossistemas do bioma cerrado do Brasil:
    • cerrado
    • cerradão
    • campestre
    • floresta de galeria
    • cerrado rupestre
Há também os ecossistemas de transição com os outros biomas que fazem limite com o Cerrado.

A paisagem do Cerrado possui alta biodiversidade, embora menor que a mata atlântica e a floresta amazônica. Pouco afetado até a década de 1960, está desde então crescentemente ameaçado, principalmente os cerradões, seja pela instalação de cidades e rodovias, seja pelo crescimento das monoculturas, como soja e o arroz, a pecuária intensiva, a carvoaria e o desmatamento causado pela atividade madeireira e por frequentes queimadas, devido às altas temperaturas e baixa umidade, quanto ao infortúnio do descuido humano.

Nas regiões onde o cerrado predomina, o clima é quente e há períodos de chuva e de seca, com incêndios espontâneos esporádicos, com alguns anos de intervalo entre eles, ocorrendo no período da seca.

A vegetação, em sua maior parte, é semelhante à de savana, com gramíneas, arbustos e árvores esparsas. As árvores têm caules retorcidos e raízes longas, que permitem a absorção da água - disponível nos solos do cerrado abaixo de 2 metros de profundidade, mesmo durante a estação seca do inverno.

Dependendo de sua concentração e das condições de vida do lugar, pode apresentar mudanças diferenciadas denominadas de cerradão, campestre e cerrado (latu sensu), intercalado por formações de florestas, várzeas, campos rupestres e outros. Nas matas de galeria aparecem por vezes as veredas.

Outros ecossistemas: Campo Sujo, Campo Cerrado, Cerrado Rupestre, Mata Seca ou Mata Mesofítica e Parque Cerrado.

Características do Cerrado:

- presença marcante de árvores de galhos tortuosos e de pequeno porte;
- as raízes destes arbustos são profundas (propriedade para a busca de água em regiões profundas do solo, em épocas de seca);
- as cascas destas árvores são duras e grossas;
- as folhas são cobertas de pêlos;
- presença de gramíneas e ciperáceas no estrado das árvores.

O cerrado é uma vegetação típica de locais com as estações climáticas bem definidas (uma época bem chuvosa e outra seca) e regiões de solo de composição arenosa. 


Clima
O clima predominante no Cerrado é o Tropical Sazonal, de inverno seco. A temperatura média anual é de 25° C, podendo chegar a marcações de até 40° C na primavera. As mínimas registradas podem chegar a valores próximos de 10° C ou até menos, nos meses de maio, junho e julho.

A precipitação média anual fica entre 1 200 e 1 800 mm, sendo os meses de março e outubro os mais chuvosos. Curtos períodos de seca, chamados de veranicos, podem ocorrer no meio da primavera e do verão. No período de maio a setembro os índices pluviométricos mensais reduzem-se bastante, podendo chegar a zero.

Nos períodos de estiagem, o solo se resseca muito, mas somente em sua parte superficial (1,5 a 2 metros de profundidade). Mas vários estudos já demonstraram que, mesmo durante a seca, as folhas das árvores perdem razoáveis quantidades de água por transpiração, evidenciando a disponibilidade deste mineral nas camadas profundas do solo. Outra evidência é a floração do ipê-amarelo na estação da seca, porém a maior demonstração deste fato é a presença de extensas plantações de eucaliptos, crescendo e produzindo plenamente, sem necessidade de irrigação e adubação .

Ventos fortes e constantes não são características gerais do Cerrado. Normalmente a atmosfera é calma e o ar fica, muitas vezes, quase parado. Em agosto costumam ocorrer algumas ventanias, levantando poeiras e cinzas de queimadas a grandes alturas, através de redemoinhos que se podem ver de longe.

A radiação solar é bastante intensa, podendo reduzir-se devido à alta nebulosidade nos meses excessivamente chuvosos do verão.

Relevo
Os pontos mais elevados do Cerrado estão na cadeia que passa por Goiás em direção sudeste-nordeste. O Pico Alto da Serra dos Pireneus, com 1 385 metros de altitude, a Chapada dos Veadeiros, com 1 250 metros e outros pontos com elevação consideradas que se estendem em direção noroeste; a Serra do Jerônimo e outras serras menores, com altitudes entre 500 e 800 metros.

O relevo é um tanto acidentado, com poucas áreas planas. Nos morros mais altos são encontrados pedregulhos, [argila] com inclusões de pedras e camadas de areia.

Flora
Mesmo que não totalmente conhecida, a flora do Cerrado é bastante diversificada. Sua cobertura vegetal é a segunda maior do Brasil, abrangendo uma área de 20% do território nacional. Apresenta as mais diversas formas de vegetação, desde campos sem árvores, ou arbustos, até o cerrado lenhoso denso com florestas-galeria. Reconhecido como a segunda savana mais rica do mundo em biodiversidade (a primeira é a savana africana que tem 10.750 espécies de plantas; 205 espécies de mamíferos; 741 espécies de aves; 151 espécies de répteis; 163 de anfíbios, e é a maior formação savânica e o terceiro maior bioma do mundo com área de 8.246.082 Km²), com a presença de diversos ecossistemas, riquíssima flora com 7.000 espécies de plantas, sendo 4.000 endêmicas desse bioma.

Os campos cobrem a maior parte do território. É essencialmente coberto por gramíneas, com árvores e arbustos. É subdividido em campo de cerrado e campo limpo, que se diferenciam na formação do terreno e na composição do solo, com declives ou plano.

As árvores mais altas do Cerrado chegam a 15 metros de altura e formam estruturas irregulares. Apenas nas matas ciliares as árvores ultrapassam 25 metros e possuem normalmente folhas pequenas. Nos chapadões arenosos e nos quentes campos rupestres estão os mais exuberantes e exóticos cactos, bromeliáceas e orquídeas, contando com centenas de espécies endêmicas. E ainda existem espécies desconhecidas, que devido à ação do homem podem ser destruídas antes mesmo de serem catalogadas.

Plantas Comuns


Ipê-amarelo, árvore típica do Cerrado.

A vegetação do Cerrado apresenta diversas paisagens florísticas diferenciadas, como os brejos, os campos alagados, os campos altos, os remanescentes de mata atlântica. Mas as fitopaisagens predominantes são aquelas dos Cerrados, como o cerrado típico, o cerradão e as veredas. Nestas, há desde palmeiras, como babaçu (Orbignya phalerata), bacuri (Platonia insignis), brejaúba (Toxophoenix aculeatissima), buriti (Mauritia flexuosa), guariroba (Syagrus oleracea), jussara (Euterpe edulis) e macaúba(Acrocomia aculeata) até plantas frutíferas como araticum-do-cerrado (Annona crassiflora), araçá (Psidium cattleianum), araçá-boi (Eugenia stipitata), araçá-da-mata (Myrcia glabra), araçá-roxo (Psidium myrtoides), bacuri (Scheelea phalerata), bacupari (Rheedia gardneriana), baru (Dipteryx alata), café-de-bugre (Cordia ecalyculata), figueira (Ficus guaranítica), lobeira (Solanum lycocarpum), jabuticaba (Myrciaria trunciflora), jatobá (Hymenaea courbaril), marmelinho (Diospyros inconstans), pequi (Caryocar brasiliense), goiaba (Psidium guajava), gravatá (Bromeliaceae), marmeleiro (Croton alagoensis), genipapo (Genipa americana), ingá (Inga sp), mama-cadela (Brosimum gaudichaudii), mangaba (Hancornia speciosa), cajuzinho-do-campo (Anacardium humile), pitanga-do-cerrado (Eugenia calycina), guapeva (Fervillea trilobata), veludo-branco (Gochnatia polymorpha); Madeiras, tais quais angico-branco (Anadenanthera colubrina), angico (Anadenanthera spp), aroeira-branca (Lithraea molleoides), aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva), cedro-rosa (Cedrela fissilis), monjoleiro (Acacia polyphylla), vinhático (Plathymenia reticulata), bálsamo-do -cerrado (Styrax pohlii), pau-ferro (Caesalpinia ferrea), ipês(Tabebuia spp.), além de plantas características dos cerrados, como amendoim-do-campo (Pterogyne nitens), araticum -cagão (Annona cacans), aroeira-pimenteira(Schinus terebinthifolius), capitão-do-campo (Terminalia spp.), embaúba (Cecropia spp), guatambu-de-sapo (Chrysophyllum gonocarpum), maria-pobre (Dilodendron bipinnatum), mulungu (Erythrina spp), paineira (Ceiba speciosa), pororoca (Rapanea guianensis), quaresmeira roxa (Tibouchina granulosa), tamboril (Enterolobium spp), pata-de-vaca (Bauhinia longifólia), algodão-do-cerrado (Cocholospermum regium), assa-peixe (Vernonia polyanthes), pau-terra (Qualea grandiflora), pimenta-de-macaco (Xylopia aromatica), gameleira (Ficus rufa), sem falar em uma grande variedade de gramíneas, bromeliáceas, orquidáceas e outras plantas de menor porte.

Fauna
O Cerrado apresenta grande variedade em espécies em todos os ambientes, que dispõem de muitos recursos ecológicos, abrigando comunidades de animais com abundância de indivíduos, alguns com adaptações especializadas para explorar o que fornece seu habitat.
No ambiente do Cerrado são conhecidos até o momento mais de 1.500 espécies de animais, entre vertebrados (mamiferos, aves, peixes,repteis e anfíbios) e invertebrados(insetos, moluscos, etc). Cerca de 161 das 524 espécies de mamíferos (pertencentes a 67 gêneros) estão no Cerrado. Apresenta 837 espécies de aves, 150 de anfíbios (das quais 45 são endêmicas), 120 espécies de répteis (das quais 40 são endêmicas). Apenas no Distrito Federal há 90 espécies de cupins, 1.000 espécies de borboletas e 500 de abelhas e vespas.
Devido à ação do homem, o Cerrado passou por grandes modificações, alterando os diversos habitats e, consequentemente, apresentando espécies ameaçadas de extinção. Dentre as que correm risco de desaparecer estão o tamanduá-bandeira, a anta, o lobo-guará, o pato-mergulhão, o falcão-de-peito-vermelho, o tatu-bola, o tatu-canastra, o cervo, o cachorro-vinagre, a onça-pintada, a ariranha e a lontra.

Megafauna

 
Onça-pintada, um felídeo típico.

Especificamente no que tange à fauna de mamíferos do cerrado, em que pesem as áreas devastadas para a agropecuária e a mineração, ela é ainda bastante diversificada, com representantes de:
  • Marsupiais – gambá (Didelphis ssp.), cuíca (Gracilinanus microtarsus), cuíca-d'água (Chironectes minimus) e jaratataca (Conepatus semistriatus)
  • Mustelídeos – ariranha (Pteronura brasiliensis), irara (Eira barbara), lontra (Lontra longicaudis),
  • Xenartros – tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), tamanduá-mirim(Tamandua tetradactyla), preguiça (Bradypus sp), tatus (Dasypodidae)
  • Felídeos – gato-palheiro (Oncifelis colocolo), jaguatirica (Leopardus pardalis), jaguarundi (Herpailurus yaguarondi), onça-pintada (Panthera onca) e onça-parda (Puma concolor),
  • Canídeos – cachorro-do-mato (Lycalopex gymnocercus), raposa-do-campo (Lycalopex vetulus), lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)
  • Cervídeos – veado-mateiro (Mazama americana), veado-campeiro (Mazama gouazoupira)
  • Primatas – macaco-prego (Cebus apella), macaco-aranha (Ateles paniscus), saguis (Callitrichinae)
  • Procionídeos - quati (Nasua spp.), mão-pelada (Procyon cancrivorus)
  • Artiodáctilos- queixada (Tayassu pecari), caititu (Tayassu tajacu)
  • Roedores – preá (Cavia spp), porco-espinho (Erethizontidae Hystricidae fam.), capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), cutia (Dasyprocta spp), paca (Agouti paca), ratos (Cricetidae)
  • Leporídeos – tapiti (Sylvilagus brasiliensis)
  • Quirópteros – morcegos (Chiroptera)

Curiosidades: 

- Os principais arbustos encontrados no cerrado são: pau-santo, pequi e lixeira.

Máquinas Térmicas - 7ºAno

 A invenção que mudou os rumos da sociedade As máquinas térmicas foram essenciais para ampliar a produção de diversos materiais que anterior...