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As Formas de Representação da Terra

Como você aprende mais? Girando um globo ou olhando para um mapa na parede? Aprenda sobre as formas de representação da terra e saiba a diferença entre globo e mapa nesta aula de revisão para as questões de Geografia no Enem e no Vestibular. Confira abaixo.

Você tem na ponta da língua quais são as Formas de Representação da Terra? – Demorou! Está na hora de revisar para chegar bem no próximo Enem e no Vestibular também! Veja o conteúdo e depois resolva o Simulado Enem de Cartografia.


O Globo terrestre é a forma mais perfeita de representar a Terra. Porém a dificuldade de manuseio dificultou sua utilização no dia a dia como objeto de estudos.  Os Mapas apresentam imperfeição nas suas projeções, porém são o mais utilizado devido ao seu fácil manuseio.
Você já teve a chance de movimentar um Globo Terrestre?  Veja na imagem a sátira de Charles Chaplin a Adolf Hitler, no filme O Grande Ditador. 

Chaplin utiliza o globo terrestre para mostrar o delírio de poder de Hitler.

As formas de representação da Terra:

– O que lhe parece melhor para aprender, um Globo, ou um Mapa? Fácil responder que é um Globo! Os antigos estavam mesmo certos, pois a imagem mais reproduzida em todos os tempos é a da Terra vista do Espaço! 
formas de representação da terra
Desde que os satélites conseguiram chegar à órbita do Planeta as fotos da ‘nossa casa’ estão entre as mais vistas e reproduzidas na Terra.

E você sabe qual foi a primeira frase pronunciada por um ser humano no Espaço? Foi do astronauta russo Yuri Gagarin, que em 1961, a bordo da nave Vostok, pronunciou: A Terra é azul!

Veja as Projeções Cartográficas:

  • Projeção cilíndrica de Mercator – É a Forma de Representação da Terra mais utilizada para ilustrar o globo terrestre. Veja as Características:
  • Mantém as formas dos continentes.
  • Alteram as áreas dos continentes.
  • Conhecida como projeção eurocêntrica.
figura_37.jpg
Veja na imagem acima um exemplo de Mapa da Projeção de Mercator.


  • Projeção cilíndrica de Peters – Veja as imagens e em seguida as caracteristicas:
    figura_38.jpg
  • Características da projeção de Peters:
  • Mantém as áreas dos continentes proporcionais.
  • Alteram as formas dos continentes.
  • Conhecida como projeção do terceiro mundo.

Escala gráfica e numérica

Geografia Enem
Observe como esta representação estrutura em linhas horizontais e verticais toda a área, onde a escada determina ‘o que cabe’ dentro de cada célula formada pelos cruzamentos das linhas. Veja com calma para responder às questões do Simulado no final do post. Estas linhas não lembra a você um ‘Plano Cartesiano’, onde você localiza os pontos através das Coordenadas e das Abscissas?

O que é um Mapa?

Um mapa é uma imagem reduzida de uma determinada superfície. Essa redução – feita com o uso da escala – torna possível a manutenção da proporção do espaço representado. É fácil reconhecer um mapa do Brasil, por exemplo, independente do tamanho em que ele é apresentado, pois a sua confecção obedeceu a determinada escala, que mantém a sua forma. 

A escala cartográfica estabelece, portanto, uma relação de proporcionalidade entre as distâncias lineares num desenho (mapa) e as distâncias correspondentes à realidade.

Veja o que é uma Escala

Quando você abre um mapa no celular está sempre ali na tela uma linha, como se fosse uma pequena régua, indicando ‘uma medida’. Ela serve para que você possa ter uma noção das reais distâncias ou dimensões representadas no mapa. Neste caso se trata de uma Escala Cartográfica. Ela mostra quanto o ‘mundo real’ foi reduzido para poder ‘caber’ dentro do mapa. As escalas podem ser indicadas de duas maneiras, através de uma representação gráfica ou de uma representação numérica.

1 – A Escala gráfica

A escala gráfica é representada por um pequeno segmento de reta graduado, sobre o qual está estabelecida diretamente a relação entre as distâncias no mapa, indicadas a cada trecho deste segmento, e a distância real de um território. Observe:
4931.png
De acordo com este exemplo, cada segmento de 1cm é equivalente a 3km no terreno, 2cm a 6km, e assim sucessivamente. Caso a distância no mapa, entre duas localidades, seja de 3,5cm, a distância real entre elas será de 3,5 X 3, ou 10,5km (dez quilômetros e meio). A escala gráfica apresenta a vantagem de estabelecer direta e visualmente a relação de proporção existente entre as distâncias do mapa e do território.

2 – A Escala numérica

A escala numérica é estabelecida através de uma relação matemática, normalmente representada por uma razão, por exemplo: 1: 300 000 (1 por 300 000). A primeira informação que ela fornece é a quantidade de vezes em que o espaço representado foi reduzido. Neste exemplo, o mapa é 300 000 vezes menor que o tamanho real da superfície que ele representa.
Na escala numérica, as unidades, tanto do numerador como do denominador, são indicadas em cm. O numerador é sempre 1 e indica o valor de 1cm no mapa. O denominador é a unidade variável e indica o valor em cm correspondente no território.
4934.png
No caso da escala exemplificada (1: 300 000), 1cm no mapa representa 300 000cm no terreno, ou 3km. Trata-se portanto da representação numérica da mesma escala gráfica apresentada anteriormente.

As Camadas da Terra

A Terra está dividida em quatro camadas: Crosta; Manto; Núcleo Externo; e Núcleo Interno. A classificação destas divisões está vinculada à natureza geológica de cada uma destas camadas da terra. 

1 – A Crosta Terrestre – É a camada externa do planeta. Onde pisamos e fazemos nossas atividades e construímos e modificamos o espaço geográfico. Ela tem uma espessura que varia de 25 a90 quilômetros aproximadamente. Formado por rochas e minerais.

Para testar seus conhecimentos sobre a Crosta Terrestre, faça este Simulado Enem de Geografia que aborda a Litosfera e todas as camadas da Terra:

Resultado de imagem para litosfera
2 – O Manto – É a camada intermediária, com 2.900 quilômetros de rochas derretidas, com pressão e altíssimas temperaturas. O material denso e pastoso no manto é chamado de magma. Quando esse magma sobe até a superfície através da erupção de um vulcão esse magma denomina-se lava.
3 – O Núcleo Externo – Formado por ferro e níquel, está aproximadamente 2.250 quilômetros. É nele que encontramos o campo magnético que nos protege da radiação solar.
4 – O Núcleo Interno – É o centro da Terra. Composto de ferro e níquel, sua espessura é de aproximadamente 3.470 quilômetros.

Simulado Enem de Cartografia

Agora é hora de você testar seus conhecimentos sobre as Formas de Representação da Terra, sobre os Mapas em suas diversas conformações, o Globo Terrestre, e sobre as Escalas Cartográficas. Teste seu nível em 10 questões com gabarito na hora no Simulado Enem de Cartografia. Acesse aqui na imagem:  
Cartografia - Simulado Enem


Aula Gratuita sobre Representação da Terra

Saiba mais sobre as Formas de representação da Terra nesta aula do canal Geografando com o Profão, disponível no Youtube. Após assistir, revise o que você aprendeu respondendo aos nossos desafios!
Desafios para você responder sobre as Formas de Representação da Terra e compartilhar as respostas!
Questão 01
Sobre a qualidade e leitura dos mapas é incorreto afirmar que:
a) Um mapa é considerado de boa qualidade quando possui medidas precisas e informações corretas – as posições e formas de seus elementos devem corresponder à realidade.
b) Quanto maior a quantidade de informações num mapa, menor a diversidade de símbolos, linhas e cores nele presentes, o que pode facilitar a leitura e interpretação.
c) É imprescindível que um mapa apresente boa diferenciação de símbolos, que devem vir acompanhados de legenda explicativa para facilitar a compreensão.
d) A seleção de informações presentes num mapa deve ser relevante e significativa para o objetivo com que foi elaborado ou o “tema” representado.
e) A escala também deve ser observada para o cálculo de distâncias entre pontos de verificação das dimensões reais dos elementos representados.
Dica 1 – Você é daqueles que é meio perdido nos horários? Acompanhe esta aula sobre o Fuso Horário e saiba tudo para a prova de Geografia Enem – https://blogdoenem.com.br/fusos-horarios-revisao-geografia-enem/
Questão 02
Em um mapa de escala 1:100.000, um rio está representado da nascente até a foz por 5 cm. Qual é o seu comprimento real em km?
a) 500 km
b) 50 km
c) 15 km
d) 5 km
e) 1 km
Dica 2 – Relembre sobre os Principais Movimentos do Planeta Terra em mais esta aula preparatória para a prova de Geografia Enem. Estude com a gente para o Enem! – https://blogdoenem.com.br/terra-principais-movimentos-geografia-enem/
Questão 03
O campus da UFAC em Rio Branco dista, aproximadamente 630km do campus de Cruzeiro do Sul. No mapa do Acre, essa distância em linha reta é de 9cm. A escala do mapa é de:
a) 1: 9.000.000
b) 1: 6.300.000
c) 1: 630.000
d) 1: 900.000
e) 1: 7.000.000
Dica 3 – Revise sobre os Problemas Ambientais (aula 1) e fique preparado para o dia das provas. Nesta aula de Geografia Enem, vamos rever sobre o Aquecimento Global. – https://blogdoenem.com.br/problemas-ambientais-geografia-enem/
Questão 04
(IFG/GO – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás). De acordo com a figura abaixo, analise as proposições e assinale a alternativa correta.
figura_41.jpg
I- É uma projeção cilíndrica, caracterizando uma visão de mundo eurocêntrica, privilegiando a forma dos continentes.
II- Publicada pela primeira vez em 1973, pelo historiador alemão Arno Peters, indica uma projeção cilíndrica equivalente.
III- Pretende demonstrar uma visão geopolítica dos países subdesenvolvidos, pois enfatiza o ponto de vista do Sul, apesar de comprometer a forma dos continentes.
IV- É um mapa equivocado, pois o Norte está “embaixo” e Sul “em cima”.
V- Foi idealizada no século XVI, pelo belga Mercator, e se caracteriza por ser uma projeção conforme, sendo muito utilizada nas Grandes Navegações.
Estão corretas:
a) Apenas I, IV e V.
b) Apenas II e III.
c) Apenas I, II e III.
d) Apenas II, III e V.
e) Apenas III e V.
Questão 05
Observe o mapa a seguir:
figura_42.jpg
Com base nos conhecimentos sobre o tema e na observação do Mapa-múndi, é correto afirmar:
a) A Noruega está localizada em baixa latitude e baixa longitude.
b) A maior parte do território da América do Sul está localizada na Zona Temperada do Sul.
c) O México está localizado nos hemisférios Setentrional e Oriental.
d) Sudão e Angola, na África, estão localizados numa região intertropical.
e) Austrália e Rússia situam-se no mesmo hemisfério e na mesma latitude.
 Você consegue resolver estes exercícios? Então resolva e coloque um comentário no post, logo abaixo, explicando o seu raciocínio e apontando a alternativa correta para cada questão. Quem compartilha a resolução de um exercício ganha em dobro: ensina e aprende ao mesmo tempo. Ensinar é uma das melhores formas de aprender!

Fonte: https://blogdoenem.com.br/formas-de-representacao-da-terra-geografia-enem/




Litosfera: Tempo Geológico, Camadas da Terra e Formação do Relevo

Entenda a dinâmica da litosfera e o movimentos das placas tectônicas ao redor do globo.

Imagem relacionada
A superfície terrestre é formada por uma camada sólida denominada crosta terrestre. Essa esfera, se comparada ao interior da Terra, é uma fina camada onde estão as rochas e os solos que sustentam a vegetação e a vida terrestre. A crosta terrestre, ou litosfera, é uma superfície que varia de acordo com a localidade, estando entre cinco e 100 km de profundidade. 

Litosfera 

A litosfera é uma camada composta por rochas e minerais que, em contato com a atmosfera e a hidrosfera, formam e moldam as diferentes formas do relevo, o solo e as paisagens terrestres. Para ser formada, a litosfera precisou de bilhões de anos para adquirir as feições que existem hoje. Ela continua em transformação, sendo que não é possível visualizar tais transformações em poucos anos, exceto quando presenciamos um vulcão em erupção ou terremotos de grande magnitude.

Embora se apresente rígida em sua superfície, a litosfera não é estática e está em constante movimento devido à sua fragmentação em diferentes placas tectônicas, as quais estão constantemente em movimento, formando o relevo e deslocando os continentes. Quando há um choque entre duas placas, a energia liberada pode produzir terremotos, que são os tremores de terra. Se ocorrer no fundo do oceano, a energia liberada não é sentida com o tremor, mas uma onda gigante se forma e se torna perigosa, caso atinja áreas litorâneas. Essas ondas gigantes são conhecidas como tsunamis.

Devastação após a passagem do tsunami – Indonésia (2005)

Saiba Mais!

Em dezembro de 2004, um tsunami atingiu diversos países do oceano Índico, localizados na Ásia e África. O terremoto que ocorreu no fundo oceânico, de acordo com pesquisadores, foi de magnitude elevada, produzindo a onda gigante que devastou várias cidades litorâneas de diversos países, o que ocasionou 226 mil mortes. Foi um dos maiores desastres da natureza conhecido e registrado pelo homem. Além das mortes, cerca 1,8 milhões de pessoas ficaram desabrigadas, e o país mais atingido e devastado foi a Indonésia, com 37 mil mortes.

A Deriva Continental

Há cerca de 240 milhões de anos atrás, a litosfera estava consolidada e formava um único grande continente na Terra, chamado de Pangeia. Com o passar de algumas dezenas de milhões de anos, esse único continente começou a se dividir, fragmentando-se em dois continentes, a Laurásia e a Gondwana. 

Passadas mais algumas dezenas de milhões de anos, Laurásia e Gondwana continuaram a fragmentação de sua superfície até chegar à formação continental que existe atualmente em nosso planeta, com os continentes da América (do Norte, Central e do Sul), Europa, Ásia, África, Oceania e Antártida.

Processo de fragmentação da Pangeia

Essa teoria foi elaborada por Alfred Wegener, cientista alemão, no início do século XX. A cada ano, essa teoria vem sendo confirmada por especialistas que encontram vestígios e fósseis de animais extintos há milhares ou milhões de anos em diferentes continentes. Além disso, os recortes litorâneos dos continentes, como o do Brasil e do continente africano, se encaixam como se fossem duas peças de um quebra-cabeça.

As Placas Tectônicas

As placas tectônicas são o substrato da superfície terrestre. Elas são parte intermediária entre a superfície e as demais camadas do interior do nosso planeta. Tais placas flutuam sobre o manto terrestre, o que explicaria a dança dos continentes relacionada à teoria da deriva continental.


Podemos observar, pela figura, como o planeta Terra é recortado pelas placas tectônicas. As áreas de encontro das placas produzem o choque ou o afastamento delas. Quando há um choque, as placas fazem o relevo soerguer, formando cadeias montanhosas, ao passo que, no momento em que elas se afastam, há o afastamento dos continentes (quando estão no oceano) ou as aberturas na superfície (quando estão no continente).


A dorsal meso-oceânica é um exemplo de placas divergentes, isto é, que se afastam. Com isso, promove-se o afastamento da América do Sul com o continente africano. Ela está localizada no meio do oceano Atlântico, entre os dois continentes.

1 - Falha de Santo André (San Andreas), nos EUA
2 - Cordilheira dos Andes (América do Sul) – Encontro de placas tectônicas

Um exemplo de placas convergentes (que se chocam) são aquelas presentes nos relevos denominados dobramentos modernos (ou cadeias montanhosas), como as Cordilheiras dos Andes (América do Sul) e o Himalaia (Ásia). 

Por último existem placas transformantes, que não se chocam e nem se afastam, mas há o atrito entre uma e outra. O resultado é uma falha no relevo.

Tempo Geológico

A idade da Terra, como vimos, é bem antiga, e a superfície terrestre e suas diversas paisagens levaram de milhões a bilhões de anos para se formarem. Para compreender melhor os diferentes momentos dessa formação, criou-se o tempo geológico, instrumento que permite entender as diferentes eras e períodos da Terra. Ele possibilita, também, visualizar épocas de surgimento e extinção de algumas espécies, como os dinossauros.

O homem surgiu no último período da última era, na qual ainda estamos vivendo. Há cerca de 10 mil anos atrás apareceu a figura dos humanos como conhecemos hoje, mesmo sem o mesmo conhecimento que possuímos. Nessa última era (Quaternária), nós, humanos, ampliamos nossa busca por conhecer os demais territórios existentes no mundo, povoando os continentes. 

Você Sabia?

O planeta Terra possui aproximadamente 4,6 bilhões de anos. Cada época, para compreender a litosfera, foi fragmentada em diferentes tempos. Assim, temos o que chamamos de tempo geológico, que se refere ao período de formação da terra e de sua superfície.

 

Escala do Tempo Geológico, com indicação de alguns eventos importantes na evolução da vida
(modif. de Tarbuck & Lutgens 1996 e Gradstein et al. 2004)

Camadas da Terra

Além da crosta terrestre, camada da litosfera, a Terra apresenta uma série de camadas internas, ainda pouco conhecidas devido às dificuldades de se estudar o seu interior. As grandes profundidades dificultam a obtenção de resultados mais precisos, utilizando-se, dessa forma, de meios indiretos para compreender o interior do nosso planeta.

O centro da Terra está a aproximadamente 6.400 km de distância da superfície. Para se ter uma ideia, a maior distância perfurada foi de 13 km. Esse valor é quase insignificante, se comparado ao raio da Terra.

Quanto mais próximo do núcleo, mais elevadas são as temperaturas. Além disso, o manto é uma camada pastosa onde o magma movimenta as placas tectônicas. Quando esse magma extravasa por meio dos vulcões, damos o nome de lava.

Camadas da Terra

Formação do Relevo

O relevo é formado por agentes internos e externos. Atuando em conjunto, esses agentes formam e moldam os diversos tipos de relevo que possuímos no planeta Terra. Os agentes internos, também chamados de endógenos, são as forças interiores da Terra, e os externos são as dinâmicas da hidrosfera e atmosfera atuando sobre a superfície.

Agentes Internos (endógenos)

Os agentes internos atuam com a movimentação do magma, como vimos anteriormente, sendo expelidos por vulcões ou resfriando próximos à superfície terrestre, soerguendo o relevo. Vale ressaltar que as placas tectônicas atuam como forças endógenas de formação e transformação do relevo. 

Relevo formado pelo resfriamento do magma extravasado

Agentes Externos

Os agentes externos de formação do relevo atuam no processo chamado de intemperismo, o qual está relacionado à ação do ar, da variação de temperatura e da água (em todos os estados). O intemperismo atua na desintegração das rochas, causando a erosão dos fragmentos desintegrados (sedimentos); o transporte é feito tanto pelo vento, quanto pela água das chuvas ou rios; e os lugares que recebem os sedimentos se acumulam, sendo que, com o passar dos anos (milhares de anos), eles se compactam e formam novas rochas, ou seja, um novo tipo de formação do relevo.

Erosão Fluvial

Erosão causada pela ação da água dos rios a partir da fragmentação e do transporte dos sedimentos que se depositam ao longo do rio.

Grand Canyon, nos EUA – Relevo que sofreu bastante ação do intemperismo e da erosão fluvial

Erosão Glacial

Erosão causada pelo deslizamento de gelo nas regiões polares e em montanhas. As geleiras, ao longo dos anos, escavam as rochas sobre as quais estão assentadas.

Erosão Pluvial

Erosão causada pela ação das chuvas, atuando na degradação das rochas e no transporte dos sedimentos num processo semelhante à erosão fluvial.

Erosão Eólica

Erosão causada pela ação dos ventos, mas que, sozinha, não consegue fragmentar as rochas. Em conjunto com outras formas de erosão, é responsável pelo movimento dos sedimentos fragmentados.

Erosão Marinha

Erosão causada pela força das águas dos mares e oceanos, modificando o relevo litorâneo. O choque das paredes rochosas com a força das águas marítimas fragmenta o relevo e permite o carregamento de sedimentos.

 

Tipos de Relevos

Se observarmos uma imagem da Terra vista do espaço, veremos que o planeta possui uma forma esférica aparentemente homogênea. Entretanto, daqui da superfície terrestre ou de imagens mais próximas, constatamos que o nosso planeta é irregular, apresentando diferentes feições em seu relevo. 

Existem, basicamente, quatro tipos de relevo:

  • Montanhas: relevos de altitude elevada, apresentando picos e cumes. Um conjunto de montanhas forma uma cordilheira, como os Andes ou o Himalaia.
  • Planaltos: relevos cujas superfícies são irregulares e onde a erosão é mais atuante. As formas de relevo denominadas planalto apresentam-se como chapadas, morros ou serras. 
  • Planícies: relevos mais planos, com poucos desníveis perceptíveis. Em geral, são áreas de uma antiga sedimentação. No Brasil, as planícies mais conhecidas são as fluviais das bacias hidrográficas da Amazônia.
  • Depressões: relevos de altitude mais baixa que os aqueles que a circundam. As depressões são classificadas em absolutas ou relativas. Quando estão abaixo do nível do mar, são absolutas; quando estão em níveis menores apenas que o relevo circundante, mas acima do nível do mar, são depressões relativas.

Atenção!

A erosão é um fator natural de formação do relevo. Entretanto, as atividades humanas aceleram algumas formas de erosão, causando acidentes ambientais graves e de difícil recuperação.

 

Em Resumo

A litosfera é uma importante camada da Terra. Apresenta-se como uma camada complexa, pois vem sendo formada há milhões de anos, sendo que muitas teorias existem para tentar explicar sua formação e composição. Essa camada é responsável por apresentar as feições terrestres que conhecemos e varia muito de um lugar a outro, de continente para continente. A priori, a superfície parece estar estática, imóvel, entretanto, aprendemos que o tempo de formação da litosfera demanda milhares ou milhões de anos; logo, é impossível percebermos alguma alteração no tempo de uma vida humana, exceto em casos de terremotos ou erupções vulcânicas.



Para saber mais:

O que é Litosfera, Hidrosfera e Atmosfera?






Fonte: http://www.universiaenem.com.br/sistema/faces/pagina/publica/conteudo/texto-html.xhtml?redirect=74254458230648756995183038496


Forças da Terra

Um estudo sobre terremotos e vulcanismos. Abrange todas as manifestações de atividades internas da Terra.  A distribuição mundial dos vulcões, as causas de terremotos, ondas sísmicas, as principais catástrofes, um apanhado geral desses fenômenos.
          
O vulcanismo decorre da alta temperatura e pressão das rochas, culmina com a efusão de material fundido, o magma, rocha fluida e repleta de gases. A ascensão do magma poderá se dar de maneira explosiva ou passiva. O magma derrama-se pela superfície, preenchendo vales e formando vastas planícies; isto é muito freqüente no Havaí, e o magma pode atingir até 50 km de extensão. O magma pode atingir a superfície através de fendas – ocasião em que em geral derrama-se pacificamente, estendendo-se a centenas de quilômetros – ou através de orifícios, como ocorre com a maioria dos vulcões atualmente em atividade.

Os produtos sob forma líquida ou fluida são representados pelas lavas provenientes de grandes profundidades que atingem a superfície com temperaturas entre 600 e 1200ºC, mais altas nas básicas. A viscosidade das lavas depende não só composição química mas também da quantidade de gases que vai influir na velocidade da corrida de lavas, que é maior em terrenos cuja topografia apresenta maior declividade.
           
A pedra-pomes resulta do magma rico em gases que sofre um rápido resfriamento e uma brusca descompressão pela perda de gases; é uma rocha muito leve e porosa, cheia de pequenos orifícios.
           
Atualmente todos os vulcões em atividade possuem o aspecto mais ou menos perfeito de uma montanha cônica cuja altitude varia de algumas dezenas de metros até aproximadamente 7.500 m.
           
 Um vulcão em erupção produz matéria nos três estados físicos: gasoso, sólido e líquido.
           
Os gases, inclusive vapor d’água, são exalados a expensas de condições físico-químicas do vulcão, tais como temperatura, pressão, composição da lava, estado de senilidade das atividades etc.
           
A matéria líquida é representada pelas lavas, cujo comportamento após o derrame decorre principalmente da composição química e, como conseqüência, da viscosidade e quantidade de gases.
           
Os sólidos são fragmentos originados das rochas encaixantes que formam o cone vulcânico e geralmente são lançados durante as explosões vulcânicas ou do próprio magma semi-solidificado ou consolidado.
           
As atividades vulcânicas no interior do mar passam em geral despercebidas porque nem sempre atingem a superfície ou por serem rapidamente destruídas pelas ondas.
           
A principal área vulcânica constitui os “assoalhos” do oceano, com espessura entre 2.000 e 6.000m. Capas de sedimentos marinhos alternam-se com derrames de lavas, e os cones vulcânicos atingem grandes altitudes. As ilhas oceânicas são exemplos de tais erupções. Em torno da Califórnia, onde o Oceano Pacífico foi explorado completamente, pode ser constatado um vulcão submarino, de cerca de 1.000 m de altura para cada 40 km de superfície. Sobre o globo, considerado como um todo, há provavelmente mais de dez mil vulcões. A área mais importante é a marginal entre o continente e o oceano, mais precisamente o cinturão do fogo que rodeia o Pacífico e a porção que se estende das Antilhas da Indonésia através do Mediterrâneo. No interior do continente, alguns enormes maciços vulcânicos marcam uma série de linhas de fraturas desde o Líbano até o Mar Vermelho, na África Oriental, e outras no centro da África e da Ásia. O vulcanismo é acentuado também ao longo de cinturões ou cadeias de montanhas dobradas, como os Andes, Antártica e Indonésia. Assim vê-se que os vulcões se distribuem nas áreas tectonicamente instáveis da crosta, onde ocorrem terremotos e falhamentos, estando a eles associados os limites das placas.
           
Um terremoto é uma vibração da superfície da terra produzida por forças naturais situadas no interior da crosta a profundidades variáveis. Os terremotos de grande intensidade são produzidos pela ruptura de grandes massas de rocha situadas a profundidades que vão desde 50 até 900 km. O local abaixo da crosta onde o terremoto é produzido chama-se foco, e o ponto sobre a superfície, vertical ao foco, é o epicentro.
           
Os terremotos estão concentrados em faixas ao redor da Terra, distribuídos nas mesmas regiões onde ocorrem vulcanismos, particularmente no círculo do Pacífico, cadeias montanhosas dos Alpes, Himalaia, cadeias oceânicas e África.
          
A energia liberada por ocasião da ruptura de blocos no interior da crosta é transmitida a partir do foco, através de movimento de ondas, por todas as rochas.
           
As ondas são recebidas e registradas nos sismógrafos que se encontra em contato com outras estações, possibilitando a determinação da intensidade, foco, etc. A intensidade dos terremotos é medida na escala Richter, a qual distribui as magnitudes em logaritmos de 1 a 10 e está relacionada à quantidade de energia liberada. A escala de Mercalli é usada em situações em que a insuficiência de sismógrafos não permite um estudo mais analítico das determinações.
           
Como você pode observar a Terra é um organismo vivo, ela está em constante transformação. A litosfera está em contínuo movimento. E o homem é hospede e prisioneiro da natureza. Dependendo do grau e intensidade desses fatores citados, nós não estamos preparados e nunca estaremos, e ainda pode haver muitas catástrofes em torno de todo o planeta.

Máquinas Térmicas - 7ºAno

 A invenção que mudou os rumos da sociedade As máquinas térmicas foram essenciais para ampliar a produção de diversos materiais que anterior...